Depois de mais de duas décadas ligadas à hotelaria e restauração, Marco Alexandre decidiu trocar os cargos de direção nas grandes cadeias do setor por um projeto mais pessoal: um restaurante pensado para receber os clientes num ambiente familiar e sem formalismos. O resultado chama-se O Alexandre, um novo espaço que abriu a 19 de março, Dia do Pai, em Almada.
Natural da Amora, Marco trabalhou ao longo de 24 anos em empresas como o Grupo Sana, a Casa da Comida ou o Grupo Sacramento. “Chegamos aos 50 anos e começamos a fazer contas à vida”, conta à NiT, agora que tem 52. Foi nessa altura que começou a procurar um espaço no concelho de Almada para avançar com um projeto próprio.
O nome do restaurante nasceu precisamente dessa vontade de criar algo mais pessoal. “O Alexandre é uma homenagem ao meu avó, David Alexandre”, explica. O conceito também está refletido no logótipo, onde aparece um ramo de alecrim. “Representa hospitalidade e sucesso. Depois há também a palavra tradição, que está relacionada com forma como cozinhamos.”
O espaço aposta precisamente nessa ideia de cozinha portuguesa sem grandes complicações ou pretensões. “Respeitamos meticulosamente as bases da cozinha portuguesa, os caldos de carne, peixe e legumes. Apostamos num conceito sem pretensões, familiar, com muita hospitalidade.”
A carta mistura pratos tradicionais portugueses, petiscos para partilhar e vários grelhados no carvão. Entre as entradas, destacam-se o croquete de rabo de boi (1,80€), preparado com carne cozinhada durante seis horas e desfiada à mão, os rissóis de berbigão (1,95€), o pica-pau de atum (12€) e os ovos rotos (8€).
Nos pratos principais, um dos destaques vai para o arroz de corvina com ameijoa (15,50€ por pessoa ou 31€ para duas pessoas), o arroz de lingueirão (14,50€) e a açorda de gambas com alho (14€). Já o Bife do Alexandre com alecrim custa 15€, enquanto o bacalhau com broa chega aos 15€. Há ainda opções como caril de grão com abóbora e espinafres (12€), peito de frango com coco e malagueta (11€) e vários grelhados no carvão biológico, como dourada, robalo, chocos ou lagartos.
“O conceito é simples: boa comida portuguesa, produto bem tratado e ambiente familiar”, resume Marco Alexandre.

Durante a semana, o restaurante também aposta nos almoços executivos. O menu inclui couvert, sopa, prato, bebida e café a preços mais competitivos para quem trabalha na zona. Além da carta regular, o espaço criou também menus de grupo e uma secção dedicada aos “petiscos de balcão”, onde aparecem opções mais rápidas como sandes de porco desfiado (4,50€), prego de alcatra (4,50€), bruschetta ao pomodoro (4€) ou amêijoas à Bulhão Pato (8€).
A componente vínica também foi pensada com cuidado. O restaurante tem uma carta extensa, com referências nacionais de várias regiões e uma seleção feita pelo próprio chef. “Tentei fazer uma seleção de vinhos sérios, versáteis e com personalidades diferentes”, confessou.
Entre os destaques estão o Quinta da Gaivosa Branco da Gaivosa 2024 (23,50€), o Marcio Lopes Pequenos Rebentos Alvarinho 2024 (18€), o Casa da Passarella Villa Oliveira Encruzado 2021/22 (65€) e o Herdade do Rocim Grande Rocim Reserva NN (120€). Nos tintos, aparecem referências como o Carlos Raposo Impecável Touriga Nacional 2023 (25€), o Quinta do Rol Pinot Noir 2017 (45€), o Tapada de Coelheiros 2023 (49€) e o Julian Reynolds Grande Reserva 2017 (55€).
Apesar de ter aberto há pouco tempo, o feedback inicial tem sido positivo. “No The Fork temos 49 avaliações de cinco estrelas e apenas um comentário depreciativo”, conta. Os fins de semana já costumam encher, enquanto os almoços durante a semana têm vindo a crescer gradualmente.
E os planos não ficam por aqui. “A ideia foi concebida para abrir três restaurantes. Já temos nome para um segundo espaço. Queremos consolidar este primeiro restaurante e abrir outro no prazo de um ano.”
“O Alexandre” junta assim a experiência de décadas em hotelaria a uma cozinha portuguesa clássica, servida sem pretensões — mas com bastante orgulho nas bases tradicionais.
Carregue na galeria para conhecer com mais detalhe os pratos e o espaço deste restaurante de Almada.








