Nasceu no dia 1 de dezembro aquele que promete ser “o brunch mais açoriano de Lisboa”. O café Água-Viva, localizado na Rua das Mercês, na Ajuda, traz para o continente os sabores de São Miguel, Faial e Santa Maria.
Maria Diniz Ferreira, 32 anos, natural de Ponta Delgada, é a responsável pelo projeto. Geóloga de formação e “cozinheira da família e dos amigos” desde sempre, a jovem decidiu mudar de rumo depois de vários anos a trabalhar numa escola de surf na Praia do Guincho, em Cascais, e mais tarde como gerente de um restaurante.
Quando saiu do emprego, começou a procurar espaços. Esteve quase a desistir, até que a irmã, Mafalda, lhe enviou um anúncio. “Nem precisei de pensar mais. Fizemos negócio numa questão de dias”, recorda. Mafalda Diniz Ferreira, 30 anos, artista, instrutora de ioga e gémea cheia de ideias, é o apoio da irmã no empreendimento. Foi ela, aliás, quem ofereceu um dos quadros que hoje embelezam as paredes do café.
O conceito é simples, mas com identidade forte: criar um brunch diferente, com toque açoriano. As estrelas da casa são os bolos lêvedos, feitos diariamente por Maria. Originários de São Miguel, os pequenos discos macios e ligeiramente doces ganham aqui versões tradicionais e veganas. O preços variam de 3€ a 10€, a depender do sabor.
Servem-se com ovos mexidos, salmão fumado, queijo fresco com pimenta da terra, ou no menu “3 Ilhas”, com queijos da Graciosa, São Jorge e São Miguel. Há ainda panquecas (6€) feitas na hora com fruta da época, café de especialidade, matcha e até kombucha caseira, que vão mudando conforme as experiências da cozinha.
“Além das iguarias açorianas, procuro sempre os produtos mais frescos no comércio local e dessa forma preparo as invenções do dia, ou seja, podem sempre esperar por algo novo, diferente e super fresco”, afirma Maria. No menu, há ainda opções como bolo do dia (3,50€), iogurte e granola (7€), pudim de chia (5€) e smoothies (6€).
Apesar de ter aberto há pouco tempo, o café já conquistou a vizinhança. “São super amigáveis e apoiam imenso os negócios locais”, diz Maria. Açorianos ainda aparecem poucos, mas os que entram aprovam — especialmente os bolos lêvedos, o que para ela é “um elogio enorme”.
Com capacidade para cerca de 20 pessoas na sala e até 15 na esplanada, o espaço é pet friendly, convida a ficar, conversar e esquecer o telemóvel por umas horas.
Num tempo em que os preços sobem depressa, Maria faz questão de sublinhar que não compactua com “a especulação exagerada” e aposta em valores acessíveis. No fundo, as irmãs querem oferecer aquilo que cresceram a viver nos Açores: comida feita com tempo, para ser partilhada sem pressas.
Carregue na galeria para conhecer alguns dos pratos do Água-Viva.

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