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O brunch mais colorido de Lisboa tem panquecas cor-de-rosa e cocktails de autor

O Cheese-Tastic, uma sanduíche de queijo grelhado com ovos, cheddar, chutney de tomate e pickles, é uma das estrelas da carta.
Instagram: machimbombo_brunch.

Terá de ser muito distraído para passar pelo número 87 da Calçada do Combro sem reparar no Machimbombo, que seduz com o alegre cor-de-rosa das paredes e com a vibrante música que de lá sai desde a abertura, em 2019, pelas mãos do empresário português Márcio Duarte (41 anos) e da copywriter alemã Jennifer McFarlane (45).

“O nome Machimbombo surge depois de muitas opções péssimas. Descobrimos que existiam machimbombos (elétricos antigos) a passar nesta rua e, o último machimbombo em Lisboa avariou exatamente à porta do bar. Deu-se aqui a morte do machimbombo”, explica Márcio à NiT. Curiosamente, depois de o nome estar escolhido, veio a descobrir que o seu avô materno, que nunca chegou a conhecer e vivia em Moçambique, conduziu este transporte.

Desde julho, o projeto que nasceu como bar tem um novo atrativo: um brunch tão colorido e instagramável — sem nunca abdicar do sabor —, quanto o espaço que o serve. Como inspiração tem os sabores descobertos pelo casal nas suas viagens e as experiências que guardam do tempo em que viveram nos Estados Unidos.

A proposta gastronómica reúne, assim, todas as referências estéticas dos proprietários, bem como os seus pratos favoritos e o que gostam de partilhar com os outros, começa por contar.

A principal influência, contudo, chega de Berlim, na Alemanha, onde há uns anos despoletou algo que logo atraiu o par. A possibilidade de experienciar um espaço, primeiro, enquanto palco de uma noite de arromba, e depois, “em plena luz diurna, com energia renovada e acesso a um serviço diferente, porém, com a mesma qualidade. Pessoalmente, achamos que se visitássemos Lisboa, iríamos diretamente ao Machimbombo”, acrescenta.

“Divertido” é o adjetivo que melhor caracteriza o brunch, garante o proprietário. Trata-se de “uma ‘mixologia’ de sabores muito eclética, pensada ao detalhe e elaborada com ingredientes que julgamos ser os mais adequados ao conceito. Apostando numa gama de produtos orgânicos e biológicos, servimos 12 pratos selecionados de entre as (melhores) memórias das mencionadas vivências que consideramos enquadrarem-se melhor no conceito do Machimbombo. Estou convencido que dispomos das melhores opções de pequeno-almoço / brunch para aqueles que decidiram na véspera aproveitar a cidade de forma tardia”.

Quando lhe perguntamos o que destaca da carta, Márcio tem algumas dificuldades em responder. “É muito difícil recomendar apenas um prato, sendo que o menu está pensado para oferecer exatamente o oposto. Porém, baseando-me nos nossos best-sellers, há um que goza de muita fama: o Cheese-Tastic, uma sanduíche de queijo grelhado com ovos, cheddar, chutney de tomate e pickles, ambos caseiros”. Custa 7€.

“Para quem prefere ir para caminhos mais doces”, a Amuse Bouche (7€), uma tosta francesa com molho de mirtilos, manteiga caseira e xarope de ácer biológico “é uma loucura”. Outras opções são as Pretty in Pink (8€), panquecas cor-de-rosa com molho de frutos silvestres, iogurte de coco, bagas goji e xarope de rosas; e o Taste Of Tokyo (10€), waffles de matcha com molho de frutos vermelhos, iogurte de coco, amêndoas caramelizadas e xarope de ácer.

Se visitou o espaço na noite anterior, o responsável sugere, “vivamente”, o cocktail de autor Will Power (10€), com mezcal Casamigos, tequila, lima e toranja, para acompanhar. Não só é refrescante como “promete devolver as energias aos mais dançantes”.

Caso prefira uma bebida quente, aconselha o café. “Proveniente das áreas vulcânicas de El Salvador, chama-se Majada (em Portugal só o encontram aqui) e tem um aroma tão peculiar como todos os maravilhosos detalhes que aqui servimos à mesa”, conclui Márcio.

O brunch está disponível de terça-feira a domingo, sempre entre as 12 e as 17 horas. Os animais só não são bem-vindos no prato, pelo que pode levar o seu amigo de quatro patas, que este será recebido pela tigela de água à porta. À sua espera terá “uma energia multicultural, onde todos são livres para expressar a sua opinião. Sem distinções de raças ou etnias”.

Carregue na galeria para conhecer outros brunches de Lisboa que também merecem uma oportunidade.

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