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O casal de Israel que se apaixonou por Lisboa e trouxe pratos do Médio Oriente

Criaram um delivery de sucesso e já estão a servir algumas sugestões em alguns espaços da cidade.
Sivan Tevet Grossman e Yair Grossman são os responsáveis pelo projeto.

Sivan Tevet Grossman, 29 anos, e Yair Grossman, 32, escolheram Lisboa para viajar depois do casamento. Em apenas quatro dias na capital, perceberam que era aqui que queriam ficar e criar um negócio na área da restauração. O Push Tak, dedicado a pratos do Médio Oriente, começou com entregas, mas já ganhou alguns espaços fixos na cidade e até vai realizar pop ups especiais durante este mês de outubro.

O conceito era para ter sido criado em Israel, mas não é um país fácil para vingar na restauração. Londres também estava nos planos, até para viver, mas Lisboa acabou por ser consensual entre os dois. Yair sempre trabalhou em restaurantes. Sivan estava ligada à área da moda.

O projeto arrancou há dois anos, mas com outro nome. A pandemia fez com que voltassem a Israel para estarem com a família. Durante esse tempo aproveitaram para pensar na evolução do projeto. Assim que voltaram ao País passaram a ter disponível o Push Tak para pedidos através do Kitch, Uber Eats, Glovo e Takeaway.

Desde essa altura que alguns dos pratos, como o húmus e o falafel estão disponíveis também no restaurante Plant Base, na Rua de Oliveira ao Carmo. Este mês de outubro, fizeram uma parceria com a Oitava Colina para servirem várias sugestões nos espaços da marca.

Às segundas e aos domingos vão estar entre as 16 horas e as 22h30 no taproom da Oitava Colina na Rua Damasceno Monteiro, na Graça. Já às terças e quartas estarão também com as várias especialidades no espaço do Oitava Marquês.

Há muito para experimentar.

Nestes dois espaços o menu servido é idêntico. Tem, como entradas, as falafel com molho tahini (5€), batatas com molho, azeite e tahini (3€), os húmus clássico (1,50€), ou servido com pão pita (9€). Há ainda Labaneh, com iogurte, salsa, azeite e pita (8€), ou o shakshuka (12,90€).

A base da cozinha tradicional é uma das apostas que fazem no conceito que trouxeram para Lisboa. “Há 100 anos, não havia óleos refinados disponíveis no mediterrâneo e os habitantes locais usavam apenas azeite, manteiga e gordura animal. Os falafels eram fritos naturalmente com azeite, mas hoje são apenas fritadeiras e óleos refinados. Provavelmente somos o único restaurante do mundo, que conhecemos, que preserva a tradição e frita-os com azeite”, explicam à NiT.

Push Tak significa uma pessoa rebelde. É um adolescente que não aceita convenções ou hierarquia e basicamente faz o que ele quer. É também isso que define a nossa mentalidade. Saímos de Telavive, a nossa casa, para nos instalarmos num novo país com uma ideia na qual acreditamos muito. Vamos pegar em ingredientes saudáveis, frescos e transformá-los em comida saborosa, rápida e acessível”, continuam.

Apesar de passarem a estar presentes nestes conceitos, o delivery e o take-away mantêm-se às sextas e sábados através das plataformas habituais.

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