Restaurantes

O chef mais pequeno e trapalhão do mundo chegou a Lisboa para encantar miúdos

Os jantares no Sheraton Lisboa ganharam um novo sabor. Ali, às 20 horas em ponto, a comida salta do videomapping para o prato.
Prepara-se para um momento único.

Tem seis centímetros de altura e anda pela mesa, de um lado para o outro. Ora diz “oh là là”, ora conta até três em francês. Pelo meio, pergunta “Ce qui se passe?” antes de atirar um rabanete para o nosso prato. Chama-se Le Petit Chef, é uma figura animada e é também o nome da experiência que o hotel Sheraton Lisboa propõe para os próximos meses, à hora do jantar.

No local onde os hóspedes tomam o pequeno-almoço — no piso térreo do hotel — há um espaço que, à noite, se fecha com cortinados e que se transforma para receber a experiência gastronómica interativa. Lá dentro, sobre cada mesa, há um projetor e uma história para contar. É Rui Miguel, o chefe de sala, quem, antes de tudo começar, ajeita os pratos e os copos. O olhar segue a luz até ao teto, onde estão os projetores que fazem a magia do videomapping 3D acontecer. Trata-se de um espetáculo digital que decorre precisamente em cima da mesa revestida a licra.

“Escolhemos o Le Petit Chef para continuar as experiências únicas que preparamos, desde 2019, para os nossos clientes. Já fizemos pop-ups, cinemas ao ar livre. Este só poderia ser um programa exclusivo”, começa por contar à NiT Thierry Henrot, diretor-geral do Sheraton Lisboa Hotel & Spa.

Nem mais um minuto, nem menos: de terça a domingo, o jantar, com capacidade para 30 clientes, começa sempre às 20 horas. Claro que terá de fazer reserva com 24 horas de antecedência. Nas mesas, podem sentar-se dois clientes ou até mais. E não pense que, por ter animações, o momento é exclusivo para miúdos.

Costumamos dizer que o jantar é para visitantes dos sete aos 77 anos. Definimo-lo como um fun dining, uma experiência digital engraçada. Enquanto se experimenta uma ementa completa de cinco pratos, o vídeo a 360 graus entretém”, explica o diretor. Mas vamos ao que interessa.

Depois de entrar, e ser direcionado para uma das mesas simetricamente alinhadas, a experiência começa com o chefe de sala, com um tablet na mão, a apresentar o pequeno chef que vai fazer o menu. Não demora para confessar que é um pouco trapalhão, e que o trabalho poderá terminar de maneira desastrosa.

Antes de o primeiro prato chegar à mesa, o Petit Chef está na horta. Ali trata dos rabanetes e descobre que uma toupeira anda a comê-los. Logo depois, chegará até si um ovo cozinhado a baixa temperatura sobre crostini de presunto alentejano com chutney de tomate numa cama de alface e legumes das horas da Malveira com vinagrete trufado.

Segue-se um novo filme. Desta vez, passado no mar, onde o Petit Chef pesca — se é que lhe podemos chamar-lhe assim. Sim, porque o brincalhão, em vez de atirar a linha com isca para o oceano, manda dinamite. O castigo chega pouco depois.

Apostamos que, por esta altura, os miúdos já estão encantados. Aqueles que não queriam comer a sopa, terminaram o prato, e até já esperam ansiosamente pelo seguinte. Aos adultos é entregue um caldo de peixe com um misto de bivalves e camarão salteados com salicórnia. Sim, porque, no momento da reserva online, os clientes podem escolher entre os menus Le Grand Chef (129€); Le Petit Chef Classic (99€), Le Petit Chef Vegetariana (89€) e Junior Chef (ementa simplificada, 50€). Todas as bebidas são escolhidas e pagas à parte. Tudo é pensado ao detalhe.

“Havendo um chef muito, muito pequeno na nossa mesa, também há um muito grande lá atrás. Não é só comida digital”, garante Thierry. Gil Raposo, o chef executivo do hotel, escolheu cada cenário a pensar nas raízes portuguesas e em formas de adaptá-los aos mariscos, carnes e produtos locais.

O pequeno chef volta a aparecer, desta vez num cenário gelado com um iglu. É introduzido um limpa palato, um sorvete de lima com frutos vermelhos e uma espuma cítrica. Passa-se à carne — ribbeye angus grelhado (para o Le Grand Chef) e lombo de novilho charolês (para o Le Petit Chef). Aqui, o prato é transformado num grelhador.

O jovem cozinheiro termina com um crême brûlée de lúcia-lima e baunilha (no menu clássico) ou com fava tonca aromatizada com lúcia-lima (no menu mais caro). Para os vegetarianos, é servido um parfait de chia e leite de coco com lúcia-lima e manga. No final, a figura de 3D ganha corpo num boneco de peluche que os clientes poderão levar para casa — está disponível para venda por 29€.

Por detrás das animações do Le Petit Chef encontra-se o coletivo de artistas belgas Skullmapping, fundado em 2010 por Filip Sterckx e Antoon Verbeeck. O grupo recorre a tecnologia de mapeamento de projeção 3D e coloca-a ao serviço de um saber-fazer artístico, para dar vida ao cozinheiro francês em várias cidades do mundo, como Banguecoque, Singapura, Abu Dhabi, Praga e Berlim.

Depois de já ter passado por 40 países, o Le Petit Chef chegou finalmente a Portugal a 13 de abril. Na parede do espaço estão emolduradas fotografias do Petit Chef pelas cidades por onde já passou, como Barcelona, Nova Iorque, Pequim, Berlim, Paris, Londres e, em grande destaque, Lisboa.

“Se tudo correr bem, ficará por aqui até ao início do inverno. De preferência com novo espetáculo e novos pratos.”, conclui o diretor. Todas as informações adicionais sobre a reservas e marcações, bem como informação sobre os preços e menus podem ser encontradas online.

A seguir, carregue na galeria para conhecer o Le Petit Chef e os pratos que lhe preparará.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. Latino Coelho 1
    1050-234 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Terça a domingo a partir das 20h
PREÇO MÉDIO
Mais de 50€
TIPO DE COMIDA
Portuguesa

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