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O chef português que voltou a servir pratos Michelin numa roda gigante

Miguel Rocha Vieira já tinha feito a experiência em outubro. Agora, o Budapest Eye, na Hungria, foi novamente uma sala de refeições.
Tem 65 metros de altura. Foto de Gastro World News.

A Seleção Nacional de futebol ainda não tinha chegado à capital da Hungria, onde vai ficar a estagiar para o campeonato da Europa, mas já havia um português a fintar a tradicional ideia de que uma refeição tem de ser feita num restaurante. Em Budapeste, o chef Miguel Rocha Vieira voltou a servir um menu especial no interior das cabides de uma roda gigante, a Budapest Eye, como é conhecida, na Praça Erzsébet.

É uma das maiores da Europa, com 65 metros de altura, e esta quinta-feira, 9 de junho, foi mais uma vez a sala para o Costes Downtown, o restaurante que tem uma estrela Michelin conquistada por Miguel Rocha Vieira em 2016 (é a segunda que tem na cidade).

A experiência aconteceu pela primeira vez em outubro e calhou numa altura de pandemia em que as pessoas procuravam lugares seguros para jantar. Cada cabine da roda gigante servia de sala para que os clientes pudessem comer apenas e só com as pessoas que os acompanhavam. Miguel Rocha Vieira soube desta ideia depois de um jantar com responsáveis por eventos gastronómicos como o The Presidential, com pratos servidos num histórico comboio durante a viagem em Portugal.

A refeição custou 130€.

A pandemia obrigou o restaurante a reinventar-se e surgiu a ideia deste jantar que anda à volta. O proprietário do Costes e do Costes Downtown é o mesmo da roda gigante, por isso não foi complicado conseguir que tudo se concretizasse sem grandes burocracias.

O evento aconteceu em outubro e repetiu-se agora em junho com um menu diferente. Desta vez, a refeição foi feita com uma vichyssoise de coco; carpaccio de caranguejo; bacalhau com grão de bico e chouriço; um pato apresentado de duas maneiras, grelhado com beterraba, gengibre e laranja, e numa salada crocante; e para a sobremesa uns morangos com mousse de amêndoa e chocolate branco.

Os jantares duraram entre duas horas e meia a três horas. Mesmo sendo fora do restaurante, foi pedido aos convidados que se vestissem de acordo com as circunstâncias formais. A refeição custou 130€ por pessoa, sem contar com as bebidas não alcoólicas. Depois destas duas experiências bem sucedidas é provável que surjam mais viagens gastronómicas nos próximos meses.

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