Restaurantes

O famoso leitão do Eliseu já chegou à Avenida da Liberdade

O espaço de tradição da Bairrada, que abriu em Carnide em 2022, expandiu-se para uma segunda localização em Lisboa.

A silhueta que dá corpo ao logótipo pode passar despercebida à maioria, mas não a Marcos Madeira, à família e aos amigos de Eliseu. O patriarca ficou eternizado no símbolo do restaurante que quis trazer a tradição do leitão da Bairrada a Lisboa. E, pelo caminho, esmagar a crença de que leitão à Bairrada, só vale a pena provar na região.

Era precisamente esse o sonho de Eliseu Madeira, que se concretizou em outubro de 2022. Um sonho que nunca chegou a concretizar. “Morreu antes de fazer o que queria. Eu e a minha mãe decidimos honrar esse desejo e abrimos o espaço em Carnide”, explica à NiT o proprietário, que no início de maio expandiu a marca e inaugurou um segundo restaurante, desta vez na Avenida da Liberdade.

“Um cliente nosso ligado à restauração fez-nos o convite e nós aceitamos abrir este espaço com ele na avenida”, explica o empresário formado em gestão hoteleira. Apesar da formação, a aventura em Carnide foi uma estreia na restauração, mas contaram com uma ajuda de peso.

A tradição do leitão corre na família originária de Cantanhede, sendo que um dos primos é dono do Rui dos Leitões e serviu como conselheiro na criação do conceito.

“Cada vez menos há essa ideia de que só se come bom leitão na Bairrada. Ao início notávamos muito isso nos clientes, que chegavam lá de pé atrás. Havia aquele estigma”, explica Marcos Madeira. “O leitão tem sido, nos últimos anos, um negócio muito tradicional, pelo que as pessoas estavam muito céticas. Notávamos isso na primeira abordagem. Hoje praticamente não notámos isso, porque quem nos visita já vem aconselhado, já falam de nós como uma referência.”

A sala principal.

O espaço abriu no início de maio junto à Avenida da Liberdade e tem também entrada pelo hotel Turim. Será também a alternativa dos clientes mais fiéis, já que o restaurante de Carnide irá encerrar temporariamente para uma obra de renovação.

A tradição da Bairrada não se fica pelo leitão, que é inevitavelmente a estrela da carta, mas que aqui é acompanhado apenas e só com vinhos e espumantes da região — e não só, porque também há gin e cerveja da Bairrada.

A refeição pode e deve começar com o famoso pão da Bairrada, mas há ainda manteiga de leitão, croquetes caseiros do mesmo (2,8€) — e uma pequena aventura com uma cabidela de leitão (12€). Já o bicho, chega à mesa em dose individual (26€), meio (120€) ou inteiro (220€), sendo que estes dois últimos necessitam de reserva prévia.

Apesar de “mais de 90 por cento” dos pedidos dos clientes recaírem no leitão, há mais especialidades bem portuguesas na carta. É o caso da cabidela de galo do campo, da chanfana na caçoila de barro preto ou do cabrito estonado à moda de Oleiros. Nos doces, pode contar com farófias (5,5€), arroz-doce feito na hora (6€), pão de ló cremoso (5,5€) ou churros com doce de leite (6€).

O espaço, que aposta numa decoração moderna, de texturas reluzentes, tem capacidade para 50 clientes, mas conta com um espaço privado no piso superior, onde podem ser realizados eventos e refeições com mais convidados.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. Duque de Palmela 20
    1250-096 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Das 12h às 16h e das 19h às 22h30; fecha ao domingo.
PREÇO MÉDIO
Entre 30€ e 50€
TIPO DE COMIDA
Leitão, Portuguesa

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