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O icónico restaurante flutuante Jumbo Kingdom afundou no passado domingo

"Não aguento deixá-lo ir. Considero que é uma grande perda para Hong Kong", disse um espectador na altura em que o barco foi rebocado.
O restaurante flutuante deixou de receber clientes no início da pandemia.

Tal como vários outros negócios, também o icónico Jumbo Kingdom foi forçado a cessar a atividade durante a pandemia. No entanto, o restaurante flutuante de Hong Kong não chegou a reabrir, e o seu fim foi mais fatídico do que muitos esperavam. No passado domingo, 19 de junho, o navio afundou no mar do sul da China, uns dias após ter sido rebocado.

Segundo a Aberdeen Restaurant Enterprises, a empresa proprietária, o barco naufragou perto das Ilhas Paracel, devido a condições meteorológicas pouco favoráveis à sua deslocação. “Tem sido uma enorme honra partilhar e colecionar memórias com visitantes locais e estrangeiros”, disseram na altura em que o Jumbo Kingdom foi rebocado.

O restaurante flutuante era um marco de Hong Kong desde 1976, ano em que abriu ao público após os investimentos de Stanley Ho, um bilionário magnata da indústria das apostas.

A embarcação com cerca de 260 metros de comprimento tinha capacidade para 2.300 visitantes e, nos 46 anos que esteve em funcionamento atracado ao largo de Hong King, recebeu várias personalidades influentes, como a Rainha Isabel II, Jimmy Carter, Tom Cruise e Pelé.

Desde o encerramento em março de 2020, o restaurante acumulou uma dívida no valor de aproximadamente 12 milhões de euros em custos de manutenção e operação. No dia em que o ícone de Hong Kong foi rebocado, centenas de pessoas juntaram-se no porto para assistirem ao momento. “Não aguento deixá-lo ir. É uma grande perda para Hong Kong. É um símbolo de Hong Kong”, contou um dos espectadores ao “South China Morning Post”.

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