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O jovem sushiman que viu na pandemia a oportunidade para abrir um restaurante

Numa altura em que muitos espaços fecham, Francisco Duarte, 24 anos, viu que era a altura para seguir o sonho que tinha.
Tirou uma formação e trabalhou em vários restaurantes.

Francisco Duarte, 24 anos, assume-se como um verdadeiro apaixonado por sushi. “Sempre adorei, ia a buffets e comida até cair para o lado”, explica à NiT. Começou não só a frequentar espaços como também a trabalhar neles, alguns mais premium, até que decidiu que era a altura de ter o seu próprio negócio. A pandemia não o assustou. “Vi a situação de uma forma contrária, uma oportunidade.”

No final de abril, inaugurou na Estrada de Benfica, em Lisboa, o Wabi Sabi. O espaço é pequeno, está muito virado para o take-away e delivery, mas conta com algumas mesas para que ali possa fazer uma refeição. “Tenho quatro mesas. Não é um ambiente de elites, mas não deixa de ser aconchegante.”

Só há poucos anos é que Francisco Duarte começou a apostar em trabalhar na área e a ter formação. Estudou relações internacionais e apesar de não ser mau aluno decidiu sair da universidade, “não continuar a forçar” e dedicar-se a outra das paixões. Chegou a trabalhar nos restaurantes do pai e mais tarde é que adquiriu as primeiras bases no sushi.

Comecei no Sushi Shop, fui chef no Miss Jappa, estive uns meses no Yakuza e também no Home Sweet Sushi. Fiz parte da abertura de um restaurante em Alverca e aí pensei que estava na hora de abrir o meu próprio restaurante.”

Pelo meio fez uma formação com Miguel Bértolo, o sushiman português que em 2017 ficou em segundo lugar no World Sushi Cup, uma prova internacional que decorreu no Japão. Com toda a experiência que conseguiu, Francisco Duarte diz fazer um sushi de qualidade e não precisa de muito para convencer os clientes a voltar.

Os tacos são uma das sugestões do menu.

“Só preciso que as pessoas venham cá uma vez. Em poucas semanas já tenho tido clientes regulares. Também pelo boca a boca penso que as pessoas vão começar a conhecer.”

O menu começa com um conjunto de entradas quentes e frias. Tem a sopa de alga kombu e cogumelos shittake (3,90€), as gyozas de frango com cebolinho e teryaki (5,90€), o taco de ceviche com guacamole (11,50€) e ainda o veggie (8,50€).

Depois há o sashimi com vários tipos de peixe, como o atum, salmão e peixe branco, servido com cinco, 10 ou 15 peças; os gunkans de vieira (9,90€) ou de salmão com queijo creme (7,90€), ou os temakis de atum ou salmão.

Se gostar de ter várias opções de uma vez, o melhor é escolher um dos combinados que juntam logo gunkan, nigiris, sashimi e maki. Há as versões de 10, 16 ou 22 peças. Custam entre 7,50€ e 18€. Para a sobremesa pode juntar à refeição uns mochis, uns bolinhos de arroz com gelado de chá verde ou de sésamo (5,90€).

É Francisco Duarte quem está na cozinha a fazer todas as preparações do Wabi Sabi, mas o projeto conta ainda com outra pessoa para o serviço de sala e um estafeta para fazer a entrega dos pedidos. Tem ainda parceria com a Uber Eats, a Glovo e a TakeAway.com.

O sushiman quer continuar a fazer crescer este projeto e espera contar com mais espaços onde consiga servir um maior número de clientes. “Os objetivos passam pela expansão, com mais serviço à mesa. Não interessa onde começo, mas onde vou acabar. Vou lutar para isso e espero ter uma boa marca e ganhar nome no mercado.”

Há peças individuais e combinados.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Estrada de Benfica, 261 A, Lisboa
    1500-071 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Das: 12:00
  • Às: 16:00
  • Das: 19:00
  • Às: 22:00
  • Fecha à segunda.
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Sushi, Japonesa

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