Restaurantes

O novo restaurante à beira do rio Lima serve bochecha de vaca que se “desfaz na boca”

O Origens já fazia sucesso em Arcos de Valdevez. Desta vez apostaram no fine dining, mas a proximidade aos clientes mantém-se.
Abriu no fim de outubro.

Marco Sousa e Luís Canossa são ambos de Arcos de Valdevez, e conhecem-se desde miúdos. Ali nasceu, em 2018, o Origens, que começou como um café humilde. Marco, além de o ter fundado, trabalhava lá, e Luís era um cliente regular. Com o passar do tempo, foi abandonando o conceito de cafetaria e transformou-se num restaurante mais descontraído com pratos simples, como os hambúrgueres. A aposta foi de tal forma bem sucedida que o conceito já chegou a Ponte de Lima. O segundo espaço da marca foi inaugurado a 31 de outubro. Desta vez, Marco contou com a ajuda de Luís, que passou de cliente a sócio.

O novo restaurante também é gerido por Rui Pereira, de 38 anos. Ao longo dos anos cruzou-se muitas vezes com Luís, que passava música em alguns dos estabelecimentos onde trabalhava. Ficaram com o contacto um do outro e, após receber um convite do fundador, Rui decidiu chefiar o restaurante num lugar que descreve como “icónico”.

“Aqui no Minho faltava um restaurante que marcasse alguma diferença, com um tema fora do habitual”, explica Rui. “Juntou-se o útil ao agradável, e também há uma certa proximidade com Arcos de Valdevez”, acrescenta. Há um aspeto que liga o estabelecimento original ao mais recente: ambos ficam junto a um rio.

O conceito de ambos, porém, é bastante distinto. Em Ponte de Lima seguem uma linha mais de fine dining, embora não seja esta a expressão que o gerente use para descrever o restaurante. “Esse termo assume uma forma de estar que nós não temos. Nós temos uma maior proximidade com os clientes”, aponta. Tal como é típico da hospitalidade minhota, tratam quem entra no restaurante como se os tivessem a receber na própria casa.

O menu é outra das grandes diferenças. No espaço de Arcos de Valdevez a carta conta com opções como francesinhas e hambúrgueres sendo, portanto, “um registo mais descontraído”. Já no novo restaurante trabalham alguns pratos tipicamente portugueses às quais o chef deu um cunho pessoal. Mesmo assim, incluíram um hambúrguer na ementa. Deram-lhe o nome de Origens como forma de homenagearem as raízes do conceito. Leva carne de novilho, chutney de salsicha fresca, maionese de ervas e alho, cebola e queijo cheddar. Custa 13€.

É o conceito que seguem que acaba por distinguir o restaurante de vários outros da região. “Trabalhamos o produto com um maior cuidado, que é também a forma como apresentamos a carta, como recebemos quem nos visita. Pensamos a experiência como um todo, e é isto que nos distingue da restante oferta que há por aqui”, afirma com orgulho.

Entre as propostas, há duas que têm sido um sucesso entre os clientes. A primeira é um prato de peixe chamado Fernão de Magalhães (22€), um tamboril com crosta de caju e lima kaffir, batata bombay, salada de romã e hortelã com molho de coco e manga. “Estes sabores mais tropicais criam uma ligação estranha, mas diferenciadora — e conferem muita frescura.”

Já na carne é o ComTradição (19€) que se tem destacado. Junta bochecha de vaca “estufada durante algumas horas, ficando mais suculenta”, a puré de castanha e couve coração de boi. “Desfaz-se na boca, e a couve fica meio gratinada por fora e cozinhada no interior, mas não muito tostada”, garante Rui.

Enquanto que os pratos têm uma essência portuguesa, a decoração foca-se em exaltar a beleza do Minho. Os tons predominantes são o verde, uma referência à zona mais montanhosa da região, e os castanhos. Já os detalhes dourados “transmitem uma sensação de requinte”. “É uma identidade muito própria, onde os pormenores foram pensados para oferecerem a melhor experiência possível.” No interior encontra 80 lugares sentados enquanto que a esplanada consegue sentar cerca de 40 pessoas. Devido ao frio e à chuva, ainda não se encontra aberta.

O Origens também conta com serviço de bar, por onde pode passar antes ou depois da refeição para beber um cocktail. Todos têm nomes de diferentes localidades da região. Pode pedir, por exemplo, o Ponte de Lima (9€) com calvados, maçã, nua cider, salmoura de queijo limiano, noz e mel. Caso queira viajar até Melgaço (10€) pode pedir o que junta olmeca, uva, Soalheiro Bruto Pet Nat e água de Melgaço.

Carregue na galeria e fique a conhecer melhor o novo Origens em Ponte de Lima.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Avenida 5 de Outubro
    4990-054 Ponte de Lima
  • HORÁRIO
  • De terça-feira a domingo das 12h às 15h e das 19h às 2h
PREÇO MÉDIO
Entre 20€ e 30€
TIPO DE COMIDA
Portuguesa

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