Há precisamente 15 anos, mais dia menos dia, nascia no Chiado o que viria a ser o primeiro Sea Me, espaço que daria nome ao grupo que hoje detém vários conceitos pela cidade. Mas, mesmo com todas as derivações dos últimos anos, fruto do espírito criativo e inquieto, o grupo continua a trabalhar na ideia de “um conceito de peixe contemporâneo”, focado na variedade de peixe e “de técnicas diferentes de o trabalhar”, explica à NiT António Querido, um dos sócios fundadores do projeto, que no início de novembro abriu as portas do Sea Me em Alvalade.
O novo Sea Me instalou-se na antiga loja do Prego da Peixaria no mesmo bairro, outro dos conceitos criados pelo grupo. “Tínhamos esse espaço, numa das principais artérias do comércio tradicional, super importante na cidade, e achámos que fazia sentido ter ali a nossa marca mais representativa, até porque não há nenhum conceito como o nosso no bairro”, nota.
Que não se pense que este é apenas mais um passo num qualquer sistema de franchise ou de replicação aborrecida. “Queremos sempre tentar inovar e é isso que também fazemos aqui”, assegura o empresário.
Em 2021, abria, também no Chiado, o Next Door, um “bar gastronómico” mais virado para “a música, os petiscos e um ambiente mais jovem”. É aos sucessos deste projeto que o novo Sea Me vai buscar algumas ideias. Deste e de outros, sublinha António Querido: “Queremos dar ali o melhor de cada um [dos nossos projetos], como os pratos de partilha divertidos, como o hot dog de polvo ou o clássico nigiri de sardinha”.
Outro dos destaques do novo Sea Me é um forno a lenha, novidade absoluta nos espaços do grupo, onde assenta muito do sabor dos novos (e menos novos) elementos da carta assinada pelo chef Elísio Bernardes. E nenhum exemplo é melhor do que o arroz surf & turf feito ao calor das brasas (28€).
Na carta, vai encontrar outros pratos principais como o polvo no forno a carvão (16€), arroz de berbigão com tempura de robalo (18€) ou tagliatelle de camarão e vieiras (16€). Caso prefira uma boa mesa cheia de petiscos, pode sempre optar pelos croquetes de novilho (2€) ou de berbigão (2.5€), lobster roll (25€), choco frito em tempura (8,5€), entre pregos e mini burgers com sabores do mar, está claro.
Novidade é também o bar móvel de ostras & champanhe, sobretudo ativo ao fim de semana, com foco na esplanada, outra estreia nos projetos do grupo. Isso não significa que o interior tenha tido menos atenção. Nas paredes, exibem-se murais com a assinatura de Miguel Brum, artista habitualmente convidado para dar vida às salas dos restaurantes do grupo.
“Fizemos um autêntico ‘Querido, Mudei a Casa’ no espaço do prego da peixaria, embora mantenhamos a estrutura, das suas áreas”, explica António Querido. “Tem uma parte inferior com um bar, para partilha, muito ao estilo do que temos no Next Door, com presença de DJ aos fins de semana; e depois temos uma área de restaurante propriamente dita”, explica sobre o espaço que se decorou de forma fresca, recheada de motivos marítimos.
Sobre este foco mais bairrista, admitem que os projetos “são sempre feitos a pensar em todos” e “não apenas nos turistas”. “No entanto, não podemos ignorar que muitos lisboetas deixaram de se deslocar a essas áreas de muita presença turística ,e é por isso que temos apostado, já desde a abertura do Soão [também em Alvalade], numa diversidade geográfica que permita que seja tudo mais conveniente a quem nos procura”, reforça.
Carregue na galeria para ver mais imagens do espaço e dos pratos.

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