Restaurantes

O restaurante lisboeta com vista para o rio e um novo prato de bacalhau a cada semana

Na garrafeira, brilham cerca de 30 referências das várias regiões do País, do Douro ao Alentejo e do Algarve aos Vinhos Verdes.
Inaugurou a 16 de novembro.

O caminho de Bernardo Ventura (29 anos) parecia traçado antes da pandemia. Em 2020, o lisboeta tinha terminado o curso de piloto comercial e preparava-se para exercer a profissão quando a Covid-19 acabou por lhe frustar os planos. Pouco dado a estar parado, não recusou o convite para ser sócio-gerente de um restaurante na capital, ainda que esta fosse uma área na qual nunca  imaginou trabalhar.

“Como vi que era uma boa oportunidade de negócio, decidi arriscar e agarrá-la. Correu bem e acabei por ganhar gosto à coisa. Foi então que comecei a ter vontade de ter algo próprio, idealizado por mim de raiz”, começa por contar à NiT.

A descoberta do sítio perfeito para desenvolver o projeto nasceu também ela de um acaso. “O meu pai passou pelo Prata Riverside Village e viu que havia uma loja vazia. Mal me avisou, tratei de informar-me do que precisava fazer para ficar com ela. Tive de apresentar todo o conceito, de forma pormenorizada, da proposta gastronómica à organizaçção do espaço. De janeiro a abril, apenas me dediquei a isso”, explica.

Uma vez aprovado, iniciaram-se as obras e a procura da chef. Nessa busca, cruzou-se com Carla Sousa (Sítio, no Valverde Hotel), conhecida por uma cozinha que equilibra as culinárias portuguesa e cabo-verdiana, lugares de origem da sua família, e pela aposta em produtos frescos e locais de pequenos produtores.

A profissional foi a responsável, junto com a sua equipa, por construir uma carta “que priveligia os sabores portugueses, sem ser tradicional, até porque inclui pratos mediterrânicos como o carpaccio de novilho (11€)”. Com todos as receitas testadas e as obras finalizadas, Ventura conseguiu inaugurar o seu Rio de Prata, “o primeiro restaurante” da vila urbana em Marvilla, a 16 de novembro.

Para começar a refeição, há uma série de propostas pensadas para partilhar, dos ovos rotos com duo de batata (9€) ao berbigão à Bulhão pato (14€) e à tábua de enchidos nacionais (13€). Nos pratos principais, sobressai o bacalhau à chef (17€). “Todas as semanas, trabalhamos este peixe de forma diferente, pelo que é sempre uma surpresa para o cliente aquilo que vai encontrar”.

Os doces, entre os quais sobressaem deliciosos mil-folhas de pistácio e sorvete (8,5€) e a torta yozu com creme de baunilha (8€), merecem um parágrafo à parte. “Apostamos muito na pastelaria, para uma experiência completa, pelo que temos um profissional dedicado à mesma em exclusivo. Tudo é feito no espaço. De fora, só vem a matéria-prima”.

Para acompanhar, na esplanada ou numa das duas áreas anteriores — uma pensada para grupos e outra mais traqnuila, voltada para casais, por exemplo —, tem cerca de 30 referências, de diferentes regiões vitivinícolas do País. “Só nos falta cobrir as ilhas”, comenta o responsável. A ideia é ir acrescentando mais vinhos à garrafeira, um móvel imponente, totalmente envidraçado, que chama logo à atenção de quem entra.

Caso já só esteja a pensar no jantar de Natal, saiba que, nesta casa com vista para o rio, há menus especiais. Um deles, disponível por 29€ para pelo menos 12 pessoas, inclui couvert, entrada, um prato de carne ou de peixe, sobremesa e café. Crepe de bacalhau com chutney de pimento; brownie de chocolate, amêndoa e caramelo salgado; e lombinho de porco cruzado, servido com migas de chouriço e couve portuguesa, são algumas das receitas que pode provar com esta proposta.

Carregue na galeria para espreitar o Rio de Prata e os pratos que servem.

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