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Os 4 amigos loucos por comida que se reuniram no Zoom e abriram um restaurante

A história do novo Salta começa no Brasil, percorre vários países, tem direito a conversas online e acaba à mesa em Lisboa.
Quatro amigos, um restaurante.

É no Brasil que começa a história do novo restaurante de Lisboa, o Salta, inaugurado a 6 de maio, na Rua Rodrigo da Fonseca. Tomás Reis e Pedro Lopes são apenas dois dos protagonistas. Conhecem-se em São Paulo, são amigos desde os 15 anos. As famílias de ambos sempre estiveram ligados à gastronomia. Recordam com saudade as tardes de caipirinhas que passaram, mas nessa altura, em adolescentes, nada faria prever que anos mais estar estariam em Lisboa como sócios de um restaurante.

A este puzzle falta ainda juntar Rafael Almeida e Maurice Lisbona, amigos em comum de Tomás e Pedro, as peças que precisavam para avançar com o conceito. As primeiras conversas entre todos são feitas no Zoom para acertar pormenores. “Na primeira vez que vim ver o espaço, fiquei com ele. Só lhes disse: ‘olha, peguei. Quem está comigo?”, conta à NiT Tomás Reis.

Nenhum dos outros três desistiu da ideia e é por isso que o Salta abriu e está pronto a receber clientes nos três espaços que alberga: uma sala à entrada junto ao bar e da cozinha; outra zona de refeições no piso inferior numa sala espelhada; e ainda um pequeno pátio, onde também é possível jantar e almoço.

O conceito do Salta, como é descrito, é “o encontro das cozinhas Asiática e Centro Americana”. O nome vem de Saltapatrás, uma denominação histórica da época da descoberta da América referente à origem de povos que surgiram do cruzamento de nativos com colonos.

Essa mistura é conseguida à mesa e muito por culpa das viagens que os quatro sócios fizeram e das experiências profissionais que conseguiram. Por exemplo, Tomás Reis, foi estudar para a Austrália, na Le Cordon Bleu. “Os meus pais queriam que fosse para França, mas eu procurei um países com surf e também onde pudesse apreender gastronomia.” Aí fica 11 anos e depois de trabalhar com grandes chefs locais, vem para Portugal.

A sala superior fica junto ao bar e d cozinha.

A mulher estava grávida e queria também estar mais perto da família. Por cá trabalhou, por exemplo, no Vila Joya, e mais recentemente no Boa-Bao, onde foi buscar parte da inspiração asiática que se vê no menu.

Pedro Lopes faz parte da equipa de chefs do Salta, juntamente com Tomás. Se Tomás foi para a Le Cordon Bleu, Tomás escolheu a Les Roches na Suíça, outra escola culinária de renome, para fazer os estudos. Passou por vários projetos em Barcelona, Inglaterra e na Dinamarca, antes de receber o convite do amigo de infância para começarem a preparar o Salta.

“Já tínhamos dois chefs, mas faltava-nos alguém com experiência na sala e bebidas, daí falarmos com o Rafael [Almeida], e alguém para a parte operativa, o Maurice, que também é amigo em comum.”

A ideia inicial era criar um conceito simples, algo focado em burritos, mas quando viram como espaço iria ficar através das imagens de projeto pensaram desenvolveram algo mais sofisticado. “Toda a decoração pedia algo mais trabalhado e não tão simples como pensámos de início”; conta Pedro Lopes.

Desta mistura de culturas, sabores e ideias, surge o menu do Salta que pode bem começar com uns croquetes de pato servidos com molho de ameixa (9€, quatro unidades); o lombo de atim com arroz crocante e maionese picante (11,50€), ou a sandes mexicana com pão brioche da Gleba, entremeada de porco e cebola roxa (8,50€).

O encontro entre as gastronomias Asiática e Centro Americana segue com um ceviche de vieiras, preparado com um caldo de bonito (18€), o tiradito de lírio com jalapeños fermentados (14,50€), ou o joelho de porco frito com chili, cebola frita e coentros (8.50€).

Os tacos são uma das especialidades.

Há ainda tacos, saladas e sugestões na grelha. Aqui são feitos os camarões tigre com manteiga de alho (36€), o robalo (34€),os secretos de porco com mel e achiote (22€), ou a costela bovina cozida durante 24 horas (22€). Aos pratos junta-se uma carta de cocktails também muito trabalhada com várias criações e ainda vinhos e cervejas.

Uma das preocupações que têm é com o desperdício, daí começarem a apostar em algumas fermentações que podem ser usadas nos pratos, mas também com a origem dos produtos, ou não tivessem trabalhado já em grandes restaurantes por todo o mundo.

No site consegue ver algumas das peças de decoração que estão à venda, já que o Salta pretende ser também uma galeria de arte, e também as pessoas que ajudaram os quatro amigos na concretização deste projeto, como designers gráficos e arquitetos.

Carregue na galeria para conhecer melhor o novo Salta.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua Rodrigo da Fonseca, 82A, Lisboa
    1250-096 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Das: 12:30
  • Às: 15:30
  • Das: 18:30
  • Às: 22:30
  • Sexta e sábados das: 12:30
  • às: 22:30
  • Domingo a partir das: 13:00
  • Fecha à segunda
PREÇO MÉDIO
Entre 20€ e 30€
TIPO DE COMIDA
América latina, Asiática

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