Restaurantes

Os dumplings asiáticos do Madame Bo são a nova delícia de Lisboa

Quatro amigos, uma chef e uma viagem pela Ásia depois, nasce uma casa dedicada à especialidade asiática.
A felicidade afinal cabe num cesto

A Madam Bo é sorridente, generosa e tem dedos ágeis treinados para a árdua tarefa de entrançar a delicada massa que envolve o recheio dos dumplings. Na verdade, esta Madam não existe e, por detrás deste nome e destas taças de preciosidades envoltas em líquidos acetinados (e saboroso), estão mãos portuguesas.

O primeiro par pertence a Leonor Godinho, chef do Musa da Bica e terceira classificada na edição de 2014 do Masterchef Portugal. É ela a responsável pelas receitas do Madam Bo Handmande Dumplings. Mas há outros quatro nomes a manipular o negócio que arrancou em dezembro e que brevemente terá um espaço físico aberto ao público.

Viajar inspira. Neste caso, não só inspirou como abriu o apetite a Catarina Coutinho, Pedro Vasconcelos, Maria Villas Boas e Charles Desclos. Todos apaixonados por comida, por viagens e com formações distintas, uniram-se no amor à pequena peça que se encontra um pouco por todo o lado na Ásia.

É feita de massa fina que, de forma delicada, envolve à justa o recheio que é um soco de sabor. Depois, cozinha-se levemente ao vapor e termina-se (ou não, se não quiser) na chapa para lhe dar uma nova faceta crocante. Não terminamos: não é dumpling nem coisa nenhuma se não for mergulhado num bom molho com o equilíbrio certo entre o ácido, o doce e o picante.

Ao fim de provarem centenas deles, os quatro amigos resolveram — mesmo sob a ameaça de uma pandemia que tem arrasado o setor — abrir um restaurante e, por lá, servir peças tão boas quanto as que viram do outro lado do mundo.

“A Madame Bo é uma personagem, alguém que nos faz lembras as senhoras asiáticas que conhecemos e que tão bem nos trataram. Quisemos torná-las a cara do conceito para ilustrar a inspiração e admiração que temos por toda essa herança cultural”, explica Catarina Coutinho, responsável pela parte do marketing do negócio.

Porque nenhum deles é cozinheiro, socorreram-se das mãos experientes da chef Leonor Godinho para criar uma ementa curta e, espera-se, cheia de sabor.

Há apenas cinco tipos de dumplings, vendidos em conjuntos de quatro peças: frango e shiitake (3,9€); porco e sichuan (3,9€); novilho e hoisin (4,2€); legumes e tofu, a opção vegan (3,7€) e camarão e coentros (4,2€). A combinação faz-se com um de dois molhos caseiros, o de dumpling (0,25€) e o picante chili oil (0,25€). Pode ainda escolher dois acompanhamentos para refrescar, uma salada de pepino picante (2,7€) e uma salada coleslaw (2,7€).

Por enquanto, tem que provar tudo em casa

Se o estômago aguentar mais do que uma pratada de dumplings, pode saciar-se com uma sopa Hot & Sour, picante e amarga (1,9€) ou uma sopa Miso (1,7€).

Mesmo todo o sabor do mundo pode não chegar neste contexto de pandemia. Ainda assim, os quatro amigos mantiveram-se firmes na ideia de lançar o projeto que não só funciona em take away e delivery desde 17 de dezembro, mas que se prepara para abrir um espaço físico no Príncipe Real já na próxima semana.

“É um espaço pequenino, não tem serviço de mesa até porque é suposto ser uma coisa rápida e fácil. As pessoas podem ir lá diretamente ou fazer no local o pedido para take away”, diz Catarina sobre o restaurante que terá lugar para 14 pessoas nos seus 70 metros quadrados.

Enquanto as portas não abrem, pode provar os dumplings de pauzinhos na mão e sem sair do sofá: basta fazer o pedido através da Bolt Food ou da Uber Eats.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua Maestro de Pedro Freitas Branc, 26B, Lisboa
  • HORÁRIO
  • Das 12h às 14h30 e das 19h30 às 22h30
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Asiática

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