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Os portugueses que fazem farinha de larva de escaravelho para comermos em casa

O alimento foi aprovado pela União Europeia no início de maio. A empresa Thunder Foods quer lançar o produto ainda este ano.
Pode ser usada para diversos fins.

O primeiro passo foi dado pela União Europeia em maio. Os vários Estados aprovaram em abril a utilização da farinha produzida a partir de larvas de escaravelho para consumo humano. Por isso mesmo, até ao final do ano, a empresa portuguesa Thunder Foods quer lançar no mercado uma marca deste alimento, que é também conhecido como farinha amarela.

“É um novo conceito de nutrição sustentável e de elevada qualidade, focado no uso de fontes nutricionais que demonstrem capacidade de contribuir para a alimentação do futuro com menos impacto ambiental”, explica Rui Nunes à agência Lusa, aqui citado pela rádio “TSF”. É fundador da Thunder Foods e também presidente da Portugal Insect, a associação portuguesa de produtores e transformadores de insetos.

A empresa está neste momento a captar investimento para construir uma unidade de produção e processamento de insetos a larga escala. O espaço vai ficar em Santarém e um investimento de cerca de cinco milhões de euros.

A Thunder Foods já desenvolveu as primeiras farinhas amarelas. A marca apresentá-las na próxima feira nacional de agricultura que está prevista decorrer em Santarém entre os dias 9 e 13 de junho.

“A abordagem inicial da Thunder Foods vai pautar-se pelo uso de insetos, nomeadamente o Tenebrio molitor [larvas de escaravelho], dada as suas vantagens nutricionais e de sustentabilidade ambiental”.

Rui Nunes acredita que esta será a alimentação do futuro, uma solução mais sustentável e muito nutritiva. “Além desta vertente de sustentabilidade ambiental, esta nova fonte proteica deverá contribuir, no curto prazo, para a economia nacional, gerando produtos diferenciadores para o mercado local e nacional, reduzindo assim a dependência de importação de outros países”

Já em 2013, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura tinha publicado um relatório em que defendia a produção e o consumo destes produtos à base de insetos por trazerem fontes de proteína mais sustentáveis do que a carne ou o peixe.

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