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Pirá: a nova cevicheria que está a conquistar o Algarve

Três amigos abriram em Loulé este restaurante que trouxe um novo conceito à cidade e à região, com muito peixe fresco e limas.
Há cinco ceviches para escolher.

O projeto da Pirá, a nova cevicheria de Loulé, no Algarve, esteve cinco meses a ser pensada. Quando abriu finalmente, no início de março, só serviu os clientes durante três dias. Os sócios e amigos de infância que fundaram o projeto decidiram que era melhor suspender o restaurante devido ao aumento de casos de Covid-19 no País. Naquela altura não tinha sido decretado o estado de emergência. Ainda assim, o projeto não esteve parado e ganharam clientes fiéis através de um delivery próprio que criaram.

“Começámos a ter clientes que pediam os nossos ceviches, e não só, três a quatro vezes por semana”, explica à NiT Cauê Reis, 32 anos, o chef e um dos sócios do Pirá. Tem mais de dez anos de experiência em cozinha e foi depois de uma viagem à América do Sul que surgiu a ideia deste projeto.

“Comecei a fazer ceviches em casa para os amigos e daí surgiram os primeiros comentários.” Alguns deles por Pedro Poças, 35 anos, outro dos sócios. “Ele estava a trabalhar muito bem estes sabores e pensávamos que poderia fazer sentido ter um restaurante com ceviches e também com tártaros”, diz Pedro. O terceiro elemento da cevicheria é Gerard Everaert, 32 anos. “Abrirmos um espaço só podia ser em Loulé, que tem crescido e recebido novos conceitos nos últimos anos”, explica Gerard.

Gerard e Cauê viveram no Brasil quando eram pequenos, mas foi em Loulé que se conheceram e tornaram amigos logo de infância. Mais tarde, apareceu Pedro Poças. Os três juntaram-se pela primeira vez a jogar ténis num clube de Loulé. A amizade nunca se perdeu e em 2020 surge o primeiro projeto juntos, uma cevicheria.

Na Pirá existem cinco ceviches. Tem o À Peruana, o mais tradicional, com cebola roxa, milho frito, malagueta, aipo, milho cozido e batata doce (9,25€); o Algarvio Marafado, com camarão, abacate, laranja, cebola roxa, cenoura, tomate e amêndoas (10,25€); ou o Vermelho, com cebola roxa, frutos vermelhos, beterraba, líchias, sementes de abóbora e leite de coco (11€).

A base da maioria das sugestões é o conhecido leche de tigre, que funciona como a marinada que liga todos os ingredientes do prato. A ideia inicial dos três amigos passava também por ser uma tartaria, com vários tártaros. Optaram por seguir a linha dos ceviches, mas deixaram um tártaro para a história: de atum e coco (8,75€).

Durante o período de confinamento desenvolveram outras sugestões, que também fazem parte do menu. É o caso dos dadinhos de tapioca com goiabada (4,25€), pastel de palmito (4,50€), salmão marinado com citrinos e salada de quinoa (12,75€), ou o caril de marisco e cuscuz (12,75€).

O restaurante tem capacidade para 30 pessoas, contando com os lugares no interior e na esplanada. A decoração junta vários tons tropicais que seguem a linha do conceito.

A escolha do nome é sempre difícil quando se abre um projeto. Havia várias opções, mas certo dia Cauê Reis sugeriu o Pirá — e ficou. Aliás, até tem um significado. “O nome é da língua indígena tupi-guarani. Fui ver como se dizia peixe [pirá] e ficou”, explica Cauê.

Carregue na galeria para conhecer melhor a nova Pirá.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. Serpa Pinto, 8100-714 Loulé
    8100-714 Loulé
  • HORÁRIO
  • Segunda e terça das: 19:00
  • às: 00:00
  • De quarta a sábado das: 12:00
  • às: 23:00
  • Fecha domingo
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Peruana

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