Restaurantes

Portugal é um dos países mais baratos no mundo para comer num restaurante Michelin

Um estudo de uma publicação de gastronomia coloca Portugal na quinta posição do ranking dos mais baratos.
Mesa de Lemos, em Viseu, tem uma estrela

São os melhores dos melhores. E se o são, é natural que sejam também os mais caros. No entanto, no que toca ao Guia Michelin, nem todos os duas e três estrelas são feitos da mesma massa.

Embora o guia se orgulhe do rigor e da inflexibilidade dos seus critérios, a verdade é que jantar num destes restaurantes em Portugal é bem diferente de fazê-lo, por exemplo, na Dinamarca. É precisamente isso que prova o mais recente estudo da “Chef’s Pencil”, a publicação de gastronomia que analisou mais de 450 espaços — todos eles detentores das mais altas distinções, entre duas e três estrelas — e elaborou um ranking.

Desde logo, o estudo revelou que, entre todos os espaços, o valor médio do menu de degustação ronda os 235€ por pessoa, com o menu dos duas estrelas mais perto dos 215€ e dos três estrelas fixado nos 304€. Valores que, claro, não incluem bebidas.

Chegados ao ranking dos mais baratos, é na Tailândia onde vale mesmo a pena visitar estes espaços de topo, que cobram em média 173€ por pessoa. Segue-se a Irlanda com 180€, a Coreia do Sul e Taiwan com 181€ e finalmente Portugal, na quinta posição, com um valor a rondar os 185€.

O resto da tabela fica completa com Espanha (186€), Bélgica (190€), Áustria (196€), Países Baixos (201€) e Alemanha (210€).

No polo oposto estão os países com os preços médios mais caros, com a Dinamarca a liderar o pelotão com uns intimidantes 344€. Segue-se Singapura (310€), Suécia (278€), Japão (274€), Estados Unidos (266€), China (264€), Reino Unido (256€), França (255€), Suíça (248€) e Itália (217€).

A análise foi ainda mais longe e fez a distinção cidade a cidade, sendo que nenhuma portuguesa espreita a lista, seja a dos mais caros ou a dos mais baratos. No ranking das cidades mais baratas, lidera Banguecoque (Tailândia), seguida de Lyon (França), Seúl (Coreia do Sul), Roterdão (Países Baixos), Barcelona (Espanha), Viena (Áustria), Madrid (Espanha), Taipei, Hamburgo (Alemanha) e Macau (China).

Do outro lado, Copenhaga lidera sem surpresas a tabela dos mais caros, seguida de Xangai (China), Kyoto (Japão), Singapura, Paris (França), Estocolmo (Suécia), Hong Kong (China), Amesterdão (Países Baixos), Nova Iorque (Estados Unidos) e Milão (Itália).

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