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R6ku: o novo restaurante do Porto traz o melhor da comida de rua asiática

As viagens pela Indonésia serviram de inspiração para os dois irmãos confecionarem os pratos tradicionais da cultura, da forma mais autêntica possível.
Vai provar autênticos sabores asiáticos.

Francisco Mota Moura sempre teve jeito para a culinária. É formado em Técnicas de Cozinha e Pastelaria pela Escola de Hotelaria e Turismo do Porto e, desde então, tem-se aventurado por vários restaurantes tradicionais e de renome da cidade. Passou pela cozinha de grandes chefs como o Cordeiro, Marco Gomes e ainda foi chef executivo no hotel Hilton Porto Gaia. Agora, com 28 anos, decidiu que estava na altura de lançar o seu próprio negócio.

“A comida asiática sempre me fascinou. Depois de duas viagens à Indonésia, onde provei uma centena de produtos diferentes, tive oportunidade de acompanhar o processo de confeção dos produtos de perto com os locais. Nesse momento, soube que tinha de trazer um pouco da comida asiática para os portuenses e partilhar esse pedaço do mundo com eles”, começa por contar o jovem à NiT.

A Francisco juntou-se o seu irmão, João Maria Moura, formado em Global Marketing pelo IPAM, no Porto. “Sempre tive gosto pela cozinha, mas sobretudo uma grande admiração pelo trabalho do meu irmão e todo o percurso que fez até agora. Por isso, fazia sentido acompanhá-lo nesta nova fase da sua carreira”, admite o jovem de 21 anos. 

Os dois irmãos percorreram vários locais rurais da Indonésia à procura das melhores e mais autênticas técnicas de confeção dos produtos, desde frutas, legumes, especiarias e até café. Aprenderam com os locais a trabalhar aquele que é considerado um dos melhores cafés do mundo, desde a recolha, a lavagem e a torra, bem como os pratos típicos asiáticos que dominam as ruas daquela região. 

“Quando decidimos abrir esta ‘caixinha de surpresas’ chamada R6ku, percebemos que aquilo que estávamos a fazer ia muito para além do restaurante asiático normal. Somos um restaurante 100 por cento focado nas receitas autênticas de cada zona e 100 por cento direcionado para a comida de rua, que se pode comer com as mãos e partilhar com quem mais gostamos. Na nossa opinião, não há melhor do que isto”, reforçam.

R6ku surge da tradução literal de japonês da palavra “roku” que, em português, significa seis, dia no nascimento da avó dos irmãos e, segundo eles, o seu número da sorte. O novo spot chegou em soft opening a 19 de fevereiro e está instalado na zona do São João, uma escolha que não foi deixada ao acaso. “Tínhamos algumas localizações possíveis, mas esta foi a mais adequada, porque o nosso foco são os locais, os portuenses, apesar de já termos atraído alguns turistas”, confessam.

No R6ku, o ambiente é familiar e caracteriza-se por ser uma cozinha de partilha, onde o “à vontade” é obrigatório. Nesta zona do Porto, poderá viajar até aos melhores locais da Indonésia sem sair da cidade, pois os tons claros criam um contraste com a vegetação e madeiras escuras presentes no local, reforçando o ambiente asiático com leques balineses e o logótipo do restaurante em cores néon. É como estar numa das ruas mais movimentadas de Tokyo sem precisar de entrar num avião.

A carta do espaço não é extensa, com o objetivo de manter a qualidade dos produtos e garantir a autenticidade na hora de trazer os pratos à mesa. Neste sentido, o menu é composto apenas por oito entradas, quatro pratos principais e duas sobremesas, onde a partilha está na ordem do dia. 

“O nosso objetivo é irmos mudando os pratos para não termos uma dinâmica monótona no espaço, mas existem três pratos quase ‘proibidos’ de sair, a sandes de bochecha, que tem vindo a chamar a atenção cada vez mais entre quem nos visita, o okonomiyaki, que é uma espécie de panqueca japonesa feita com legumes e o ramen, feito com um caldo que demora 16 horas a confecionar e é, de ‘sorver e chorar por mais'”, explicam. 

Entre as entradas destacam-se o Okonomyaki (8,50€), panquecas japonesas de legumes, os ovos rotos (8,50€), as korean fries (4€), uma opção vegetariana que é feita a partir de batatas fritas, paprika fumada, maionese de kimchi e pickles. Poderá ainda provar a sunómono (3,50€), uma salada de pepino em salmoura agridoce e sementes de sésamo.

Tem ainda o KFC — Korean Fried Chicken (6,50€), frango frito com pickle de cebola roxa e maionese de salsa e lima, o pork cheeks (8,50€) pão brioche tostado em manteiga, com bochecha de porco BT, mostarda de yakitori e crocante de ervilha. O frango satay também é absolutamente obrigatório. São espetadas de frango com molho teriyaki e cebolinho (6,50€) e tem ainda as famosas gyosas, vegetarianas ou de porco. Quatro unidades custam 4,90€.

Entre os principais destacam-se o ramen (13€) e o kare (12,50€), um caril japonês guarnecido com pedaços de frango, legumes e arroz aromático. Há ainda uma versão vegetariana deste prato por 10€. Há também o nasi goreng (12,50€), um arroz frito tradicional da Indonésia, guarnecido com frango e ovo, que também tem a sua versão vegetariana por 10€. Outra proposta é o yakisoba de camarão (14,50€), que não é nada mais que uma massa frita salteada com camarão e legumes.

Aos pratos poderá adicionar extras como noodle de ovo, cebolete, tonkotsu, cebola frita ou ovo BT curado em soja. Estes extras custam entre 50 cêntimos a 1,50€. Nas sobremesas, as propostas são panipuri (seis unidades por 4,50€), uma massa especial doce recheada com kalamansi e chocolate branco ou gelado frito (5,90€) com diferentes sabores à escolha.

As bebidas também se inspiram na cultura asiática, havendo infusão do dia com refill gratuito (2,50€), cerveja tradicional chinesa Tsigtao (2,70€), gin roku (9,50€) e whiskey japonês Nikka (10€). No caso das bebidas, também pode beber os famosos bubble tea, com ou sem álcool. O preço varia entre os 4,50€ e os 9€.

Se ficou curioso, carregue na galeria para conhecer o novo street food asiático do Porto e as suas propostas. A estação de metro do Hospital São João fica a poucos passos do restaurante.

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