Na aldeia do Penedo, em Sintra, localizado entre a serra e o mar, o restaurante Refúgio do Ciclista é também um pequeno museu vivo do ciclismo português. Situado na freguesia de Colares, tornou-se um ponto de encontro para residentes e ciclistas, além de visitantes de diferentes partes do mundo.
“Recebemos pessoas de várias idades, de zonas próximas e turistas que visitam Sintra e Cascais”, conta António Correia, de 40 anos, responsável pelo espaço, que fica no Largo do Chafariz, próximo ao Cabo da Roca. Foi criado em 2001 pelo pai, Manuel Correia, de 81 anos.
Hoje reformado, continua a frequentar o local, que conta parte da sua história. Nos anos 60 e 70, Manuel conquistou um lugar importante no ciclismo nacional: representou o Sporting e o Benfica e participou de campeonatos relevantes da época. Parte dessa trajetória está exposta nas paredes do restaurante e atrai a curiosidade de quem passa por lá.
“Temos camisolas de competições, fotografias, medalhas, troféus e recortes de jornal. É, ao mesmo tempo, museu e restaurante”, explica António. O ambiente interior segue o conceito. Ali, não há luxos, mas há espaço para o convívio e horas passadas à mesa a conversar. Veem-se bicicletas antigas, mesas e bancos corridos que incentivam o convívio, toalhas de papel e garrafas de vinho da casa sempre à mão.
A cozinha privilegia os grelhados e pratos simples, com acompanhamentos como arroz, batatas e saladas, em porções generosas e com sabor caseiro. Há uma montra com carnes e peixes frescos onde o cliente pode escolher o que vai para a grelha. A comida chega sempre em boas quantidades, ideal para recuperar forças depois de uma subida pela serra.
O Refúgio do Ciclista tem capacidade para 60 pessoas e costuma funcionar com um sistema de senhas nos dias de maior movimento. Os menus oferecem uma refeição completa com prato principal, bebida e sobremesa.
Os preços variam entre 10€ e 18€, com opções como entremeada de vitela, espetada de picanha, espetada de frango, carapaus, alheira, secretos e bochechas de porco preto.
Com ambiente familiar e descontraído e preços acessíveis, o restaurante transforma cada refeição numa visita guiada à memória do ciclismo e promete bons momentos à mesa. É aconselhável chegar cedo durante o fim de semana, pois o espaço enche rápido, especialmente no verão e em dias de bom tempo.
Carregue na galeria para conhecer alguns dos pratos e o espaço do Refúgio do Ciclista.








