Por vezes, para conseguirmos chegar a um Novo Mundo, não precisamos de viajar para outros países. Podemos apenas ir à Rua da Boavista, em Lisboa, e deixar que o ambiente e as experiências que ali vivemos se tornem memoráveis. É isso que promete o restaurante com este nome, que foge ao jantar tradicional e transforma a refeição num verdadeiro espetáculo sensorial.
Falamos da experiência “7 Paintings” que junta gastronomia, arte e performance num único formato. Um jantar imersivo, onde cada prato conta uma história que ganha vida à mesa. A iniciativa acontece todas as sextas-feiras e sábados, entre as 19 horas e as 2 da manhã.
Ao longo da noite, os clientes são envolvidos numa sequência de sete momentos inspirados em obras icónicas de nomes como Van Gogh ou Picasso, que combinam storytelling visual, projeções e elementos artísticos, enquanto o jantar decorre como parte integrante da narrativa. Cada prato está ligado a uma “pintura”, ou seja, é pensado como uma extensão da narrativa visual, criando uma experiência onde “cores, formas e sabores dialogam entre si”.
O cliente deixa de ser espectador para passar a fazer parte da história. A sensação é de que está dentro de uma obra de arte. O conceito de “7 Paintings” foi pensado para criar uma experiência progressiva, em que cada etapa da refeição acrescenta uma camada diferente à história que está a ser contada. Mais do que um jantar, é torna-se num espetáculo sensorial onde gastronomia, arte e tecnologia se cruzam em todos os momentos, afirmando-se como uma das experiências mais diferentes da cidade.

Entre os pratos em destaque desta experiência estão: a brunoise de tomate algarvio com óleo de manjericão, o carpaccio de vitela com trufa e ervas frescas, o filete de salmonete com citrinos e louro, ou a tela de legumes da época com purés e citrinos do Algarve.
“Queremos que as pessoas não venham só jantar, mas viver uma experiência completa, onde a comida, a arte e o ambiente contam uma história”, explica Inês Teles, responsável de marketing. Caso queira participar num jantar “7 Paintings” pode fazer as reservas no site do restaurante. Há valores a partir de 110€ por pessoa.
Um Novo Mundo por descobrir
O Novo Mundo não vive só deste conceito. O restaurante abriu a 12 de julho de 2024, em Santos, e desde então tem vindo a afinar uma identidade muito própria: pegar na cozinha portuguesa e reinterpretá-la à luz das viagens dos Descobrimentos. O restaurante fica localizado no DUO Lisbon Hotel.
“O conceito nasce dessa ideia de descoberta. Queríamos recriar o imaginário do Novo Mundo, aquilo que os portugueses achavam que iam encontrar nas viagens do tempo dos Descobrimentos (animais exóticos, novas paisagens, novas culturas) trazer isso para o restaurante”, explica Inês Teles.
Essa lógica não fica só no discurso. Está na decoração, com murais cheios de cor e referências a fauna e flora, e sobretudo nos pratos, onde ingredientes e especiarias aparecem com combinações menos óbvias. “É comida portuguesa, mas com um twist moderno e com influências das viagens, das especiarias e dos sítios por onde passámos”, resume.
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A carta deste verão, que entra em vigor a 1 de maio, funciona quase como um mapa. Nas entradas, há opções como o gaspacho algarvio de tomate e melancia (13€). Outro dos destaques é o tártaro de novilho com trufa e gema curada (18€). Nos pratos principais, os mais procurados ajudam a perceber melhor o conceito: camarão ao alho da costa atlântica (16€), polvo do marinheiro com batata-doce (17€), camarão malandrinho (23€).
Para quem prefere carne, há ainda entrecôte com molho de pimenta verde (27€) ou frango do campo com caril de amendoim e lima (22€). Nas sobremesas, destacam-se o pudim de maçã reineta com especiarias e gelado de iogurte (8€) e o carpaccio de ananás com gelado de coco (6€).
Durante a semana, há também um menu executivo que muda semanalmente, com pratos como o biryani de pato ou o peixe do dia, com preços entre 19,5€ e 24€.
Apesar de estar dentro de um hotel, a ideia nunca foi funcionar só para hóspedes. “Queremos mostrar a gastronomia portuguesa a quem nos visita, mas também trazer os lisboetas para cá. Não é um restaurante só de hotel, é um espaço aberto à cidade”, diz Inês.
Um dos trunfos do Novo Mundo está cá fora. O restaurante tem um pátio ao ar livre, amplo e escondido, que rapidamente se tornou uma das zonas mais procuradas, sobretudo nos dias quentes. “É quase como um jardim secreto. Há uma energia muito tranquila, não se ouve o ruído da cidade e lembra até uma praia, porque este espaço já foi uma praia há muitos anos”, conta.
É ali que acontecem várias das experiências do restaurante. Há afterworks durante a semana, entre as 17 e as 20 horas, com vinho ou cerveja e snacks escolhidos pelo chef, além de opções como tábuas de queijos (20€) ou croquetes de carne (11€) para partilhar. Às terças-feiras, o espaço recebe o “Fire & Feast”, um churrasco com cortes como picanha (24€), secretos de porco preto (20€) ou tomahawk para partilhar (145€) .
A programação vai além da comida. Uma vez por mês há “Fado de Prato e Alma”, uma residência que junta música ao vivo com diferentes formatos de jantar, com preços a partir de 20€ . No fundo, tudo gira à volta da mesma ideia: transformar uma refeição numa viagem. “Queremos que as pessoas venham descobrir, experimentar e sentir. Não é só comer, é explorar”, resume Inês Teles.
Carregue na galeria para conhecer melhor este restaurante de Lisboa.







