Chama-se Rivage e abriu este mês no Centro Náutico de Algés, mesmo junto ao Passeio Marítimo. Depois de um evento piloto a 11 de abril, está soft opening a partir de dia 17. Esta fase inicial serve para afinar a equipa e o serviço, mas os primeiros sinais são positivos. “Mais do que a comida, queremos que as pessoas tenham uma experiência completa. É isso que faz com que o feedback esteja a ser tão bom”, diz Filipa Crespo à NiT.
A jovem de 26 anos é a responsável pelo projeto, a par com o sócio Miguel Celestino da Costa, de 30 anos. Uma parceria que nasce de um encontro entre duas áreas diferentes. “Eu venho do marketing e da comunicação, sempre muito focada no detalhe e na experiência. O Miguel está mais ligado à operação e à restauração”, explica.
O restaurante está aberto há pouco tempo, mas Filipa não esconde o orgulho. “Conseguimos criar um espaço que não é só bonito, mas também funciona bem ao nível da comida e do atendimento”. A localização é uma das grandes apostas. Aliás, o nome, inspirado na palavra francesa “rivage” (margem), não é coincidência. “Estamos literalmente entre o rio e o mar, com uma doca seca à frente e vista aberta para o Tejo. Essa ideia acabou por definir tudo o resto.”
A partir daí, nasceu um conceito que muda ao longo do dia, mas sem ruturas. Ao almoço, o ambiente é mais leve e tranquilo, ao jantar entra numa fase de transição e à noite ganha intensidade. O espaço transforma-se, tornando-se num clube onde pode ficar a beber um copo e até dançar até de madrugada. “Não queríamos um espaço estático. Há um ritmo que evolui, mas sempre com continuidade”, explica Filipa. Entre quinta-feira e sábado, o Rivage prolonga-se com música e um ambiente mais social.

A cozinha está a cargo do chef Gonçalo do Canto, com uma abordagem contemporânea e foco na sazonalidade. A carta reflete essa mistura de influências e uma preocupação constante com o produto. “Queremos que o produto brilhe. Há muito respeito por todo o processo até chegar ao prato”, sublinha.
Entre as entradas, destaca-se o estufado de rabo de boi com bolo do caco, ovo perfeito e holandês de trufa (22€), um dos pratos mais pedidos. Há ainda tártaro de novilho com batata rösti (22€) ou sashimi de atum com cebolada fria de maracujá (16€).
Nos principais, o bife Wellington (26€) tem sido um dos destaques da carta, assim como a posta de robalo com risotto de amêijoas à Bulhão Pato (24€), que reflete bem a fusão de referências do chef. Outra opção é o tamboril na brasa com molho de mexilhão (32€).
Há também pratos vegetarianos, como o risotto cremoso de tomate com peixinhos da horta (18€), e sobremesas como o tiramisù Rivage (9€) ou o profiterole com gelado de caramelo salgado (12€), servido à mesa.
A carta de bar acompanha o conceito e vai além do básico. Há cocktails de autor como o “Golden Hour” (16€) ou o “Mare Alta” (18€), além de clássicos como espresso martini (17€) e margarita (18€). Para quem prefere partilhar, há também sangrias como a de maracujá e canela (35€/jarro).
Tudo isto acontece num espaço pensado como híbrido: restaurante, ponto de encontro e lugar para ficar. “A experiência começa antes do prato. Queremos que tudo faça sentido: o ambiente, a música, o ritmo”, resume Filipa.
Em maio, o projeto ganha uma nova dimensão com a abertura da esplanada, virada para o rio. A ideia é reforçar essa ligação à água e criar novos momentos, sobretudo ao final do dia.
No fundo, é isso que define o Rivage: um restaurante que acompanha o ritmo do dia e onde a vista para o Tejo nunca deixa de fazer parte da experiência.
Carregue na galeria para conhecer melhor os pratos e o espaço do Rivage.








