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Restaurantes

Guimarães tem um novo restaurante com aroma a grelhados e sabor a tradição

O espaço esteve décadas ao abandono e foi transformado por um vimaranense apaixonado pela restauração. Chama-se Chalé.

Quando passava pelo número 181 da Rua Armindo Alves Cardoso, em Guimarães, Alexandre Sampaio sentia pena pelo estado em que estava o edifício. Em 2021, decidiu deixar de imaginar possibilidades e tratar de tudo pelas próprias mãos, ao comprar o imóvel e a avançar com uma remodelação total. O Chalé abriu a 31 de outubro, depois de uma transformação completa.

O empresário de 47 anos sempre soube o que queria fazer com o espaço. Com mais de 20 anos ligados à restauração, começou a desenhar um restaurante que respeitasse a traça original, mas que ao mesmo tempo fosse uma das novas referências de Guimarães.

“Este espaço já tinha trabalhado como uma quinta de eventos, mas estava abandonada há cerca de uma década. Dava pena. Comprei-a há quatro anos com o intuito de o remodelar e transformar num restaurante de eventos. Mas após as obras repensámos um pouco o conceito e abrimos o leque também a jantares normais, que não sejam em grupo”, explica.

Ao longo das últimas duas décadas, Alexandre esteve à frente de vários projetos. O mais emblemático foi o Casablanca, que vendeu há um ano e meio para ter mais tempo para os filhos. “O meu antigo negócio funcionava como restaurante e bar e eu gosto de estar envolvido nos espaços, de abrir e fechar a porta e tornava-se complicado levá-los à escola e às atividades extracurriculares, por isso decidi mudar de vida”, conta.

Cresceu no meio de uma família de restauradores, no snack bar dos pais. Com cinco anos já subia à grade de cervejas para tirar cafés. Seguiu um percurso semelhante e hoje, o que mais o entusiasma é conversar com clientes e pensar conceitos que se adaptem ao espaço e às pessoas que o visitam. O Chalé, por exemplo, foi idealizado há mais de quatro anos, mas só agora foi possível pôr tudo em prática.

“A ideia já era ter uma cozinha tradicional, mas com apontamentos modernos. Queria muito apostar na comida regional, que nos leva para as memórias de conforto em casa da avó, ou da mãe. Acabámos por criar um restaurante com uma carta muito típica, mas com uma mistura de grelhados a carvão, que era algo que sabíamos que aqui na zona correria bem”, explica.

O restaurante tem capacidade para cerca de 100 pessoas e a decoração segue a lógica do próprio conceito, misturando elementos modernos com outros mais clássicos. “Usámos tons de bege e mais clean para se sobreporem às madeiras e às paredes em pedra que aproveitámos que dá um toque mais rústico. Queríamos muito em jogo de texturas e cores”, descreve.

Essa mesma mistura sente-se na carta. Para começar, há sugestões como os cogumelos, espargos e molho holandês (9,50€) ou os croquetes de rabo de boi e foie gras (11€). Nos pratos principais, destacam-se o entrecosto a baixa temperatura (14,50€), os secretos de porco preto (15,50€), o entrecôte da vazia (31€) e o T-Bone (51€). Também há pá de cabrito assado a baixa temperatura com batata (28€) e uma francesinha (19€).

Se preferir peixe, pode optar pela feijoada de sames e cachaço de bacalhau corado (24€), ou por um filete de robalo (26€), servido com puré de couve-flor, espinafres e pinhão. Para partilhar, uma das sugestões mais pedidas é a paella com camarão-tigre, vieiras, polvo e tinta de choco (54€).

As sobremesas mantêm a mesma linha: o pudim abade de Priscos (7€), clássico minhoto, surge lado a lado com a tarte basca (7€), uma criação do norte de Espanha que se tornou bastante popular.

A carta de vinhos reúne referências de várias regiões do País. Há ainda cocktails de autor, que podem ser provados na zona lounge do restaurante, disponível apenas para clientes.

Carregue na galeria para descobrir o novo restaurante vimaranense.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. Armindo Alves Cardoso 181
    4810-655 Guimarães
  • HORÁRIO
  • Quarta a sábado das 12h30 às 15h e das 19h30 às 23h
  • Domingo das 12h30 às 15h
PREÇO MÉDIO
Entre 20€ e 30€
TIPO DE COMIDA
Portuguesa

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