Restaurantes

Tem chuletón, T-Bone e espetadas. O Karnívoro é o novo paraíso da carne no Funchal

A steakhouse abriu em maio e junta técnicas de barbecue norte-americano à tradição madeirense da brasa.

Há muito que o Grupo Campo queria abrir um restaurante dedicado à carne. Quando surgiu a oportunidade de ocupar um espaço na zona do Lido, uma das áreas mais movimentadas do Funchal, a decisão acabou por ser simples. Assim nasceu o Karnívoro, uma steakhouse inaugurada a 15 de maio que junta a tradição madeirense da brasa a influências do barbecue norte-americano.

O projeto é a mais recente aposta do grupo liderado por Júlio Pereira, de 48 anos, responsável por seis restaurantes na Madeira. A ideia passava por criar um conceito diferente dos restantes espaços do grupo, colocando a carne no centro da experiência.

“Já tínhamos vontade de desenvolver um projeto mais focado na carne. Quando apareceu este espaço, percebemos que era a oportunidade certa”, explica o empresário à NiT.

O objetivo é ambicioso: transformar o Karnívoro numa referência regional para os apreciadores de cortes premium e técnicas de confeção à lenha. A cozinha assenta na tradição da brasa, mas também procura inspiração noutras culturas gastronómicas. Nos próximos meses, o restaurante vai reforçar a aposta no chamado barbecue texano, através da introdução de um equipamento específico para fumagem lenta de carnes.

A ligação à Madeira, porém, continua bem presente. A espetada tradicional não podia faltar numa carta que procura homenagear alguns dos produtos mais emblemáticos da região. “Queremos celebrar a carne e os seus diferentes cortes. Faz sentido olhar para técnicas de vários países, mas sem esquecer aquilo que faz parte da nossa identidade”, refere Júlio Pereira.

Apesar de o restaurante surgir sob a assinatura do chef residente Dúlio Pereira, o conceito foi desenvolvido pelo Grupo Campo, liderado por Júlio Pereira. A escolha acabou por refletir um modelo que o grupo pretende reforçar nos seus projetos: dar protagonismo aos chefs que lideram cada espaço no dia a dia.

O Chef Dúlio Pereira.

“Temos o Dúlio Pereira como chef residente e faz todo o sentido que seja ele a dar a cara pelo restaurante. O Grupo Campo cria a estrutura e desenvolve os conceitos, mas depois cada espaço ganha identidade própria através das equipas que lá trabalham”, explica Júlio Pereira.

Nas primeiras semanas, o público tem sido maioritariamente madeirense. Muitos clientes chegaram por curiosidade para conhecer o novo conceito e perceber a interpretação que o grupo faz de uma steakhouse contemporânea. Aos poucos, começam também a aparecer turistas e alguns dos muitos nómadas digitais que vivem atualmente na ilha.

O que pode comer por lá

A carta mistura cortes clássicos, referências madeirenses e algumas propostas mais criativas. Entre as entradas destacam-se o carpaccio de novilho com condimento de pinhões e trufa (14€), os tacos de vitela com manga e queijo de ervas (13,50€), o tártaro de carne (13€) e os croquetes de ossobuco com maionese trufada (9,50€).

Nos pratos principais, a estrela é naturalmente a carne. A espetada de acém custa 20€, o entrecôte de 200 gramas chega à mesa por 22€ e a carne de novilho cozinhada a baixa temperatura para duas pessoas custa 42€. Para grupos, existem cortes maiores como a costeleta do lombo de 600 gramas (50€), o chuletón de 850 gramas (62€) ou o T-Bone de um quilo (70€).

Quem preferir peixe encontra uma opção única: peixe do mercado na brasa com molho de champanhe (24€). A acompanhar, há puré de batata cremoso (4,50€), batata frita com queijo trufado (4€), arroz de forno (4,50€) e legumes na brasa (4€).

Há ainda espaço para um hambúrguer de assinatura. O “K” Burguer, servido em pão brioche com maionese trufada, cheddar, cebola confitada e pickles, custa 24€.

Nas sobremesas, as sugestões passam pela mousse de chocolate (6€), pelo ananás na brasa com gelado de iogurte e lima (7€), pela rabanada caramelizada com gelado de banana e amendoim (8€) ou pela tarte de queijo com doce de abóbora (8€).

O grande desafio agora passa por desenvolver a componente de fumagem lenta e aprofundar a aposta no barbecue americano. Júlio Pereira acredita que os consumidores estão cada vez mais atentos à origem dos produtos e às técnicas utilizadas na confeção.

“As pessoas já não procuram apenas comer carne. Querem perceber de onde vem, como é preparada e qual o corte que estão a escolher.”

Por agora, o Karnívoro continua a ganhar ritmo. Mas a ambição é clara: criar um espaço onde a tradição madeirense da brasa se encontra com algumas das técnicas de carne mais populares do mundo.

Carregue na galeria para conhecer melhor o novo Karnívoro e alguns dos pratos da carta.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. da Casa Branca 33Q, São Martinho
    9000-113  Funchal
  • CONTACTOS
  • HORÁRIO
  • De segunda-feira a domingo das 12h30 às 23h
PREÇO MÉDIO
Entre 20€ e 30€
TIPO DE COMIDA
Barbecue

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