“Estou estupidamente apaixonado por esta espetada”, cantou Toy, após um jantar em maio deste ano, num vídeo partilhado nas redes sociais do restaurante. O prato que conquistou o cantor encontra-se na Tasca do Miguel, em Lisboa.
Chama-se Espetada Terra e Mar e vem com nacos de vitela, camarão tigre e manteiga de alho com ervas. Cada unidade custa cerca de 25€. Esta não é, contudo, a única proposta da casa.
Igualmente popular é o cozido à portuguesa. “Vem num prato tão cheio que a malta quase sempre manda para trás”, contou à NiT Vasco Moringa, um dos rostos do espaço. “Custa 8,5€. Preferimos vender 100 a esse preço do que dez cozidos a 10€. Os nossos pratos não são caros. São pratos para o bolso dos portugueses”, acrescenta.
O sucesso da casa foi comprovado em 2025, em mais uma edição do Tascando — foi considerado o melhor espaço de comida típica portuguesa em Lisboa. Qual o segredo? Nenhum em especial, para lá da “qualidade da carne”.
“É uma carne nacional, vai ao prato muito mal passada. Só precisa de três ou quatro minutos na brasa”, justifica. O acompanhamento é composto por esparregado caseiro e umas batatas bem crocantes por fora e macias por dentro.
Na cozinha, só se trabalha com brasa e grelha, uma homenagem ao passado da casa que nasceu como Churrasqueira Júlio Bravo, há cerca de 30 anos, sob o nome do avô de Vasco.
Ver esta publicação no Instagram
Eventualmente, o negócio passou para as mãos do pai, Miguel, que há 15 anos decidiu remodelar a casa e a batizou de Tasca do Miguel. O espaço ganhou fama entre os moradores do bairro, que enchem as mesas onde se servem mais de 150 refeições diárias.
“Chegamos a rodar duas e três vezes as mesas ao jantar”, garante Vasco, que assumiu as rédeas do restaurante devido aos problemas de saúde do pai. “Nada de muito grave”, assegura, mas que não permitem grandes veleidades perante o duro trabalho de sala e da cozinha.
Vasco é a terceira geração a assumir a casa, que deixou para trás os frangos assados. Hoje, a carta enche-se de pratos da cozinha tradicional, com um enorme foco “na qualidade dos produtos”. A carne é entregue duas vezes por dia, para garantir frescura. A rotina é quase sempre a mesma: a passagem matinal pela Praça do Chile para trazer o peixe mais fresco; e as visitas diárias do peixeiro à casa.
“Prefiro trabalhar assim e cortar coisas da lista quando não temos produto fresco, do que estar a comprar para sobrar e ter comida a saltar de um dia para o outro”, sublinha o responsável.
As duas salas que ali existem estão quase sempre cheias e ainda há uma pequena esplanada para ajudar nos dias mais quentes. “É isso que nos permite também funcionar com estes preços baratos, mas mantendo a qualidade do produto”, assegura. “E a força da equipa, claro. Sem cada um deles, era impossível fazer o que fazemos.”
Leia o artigo da NiT para conhecer melhor a Tasca do Miguel. Carregue também na galeria para ver algumas imagens do restaurante.








