Restaurantes

Weat Gastronomic: o hub de restaurantes virtuais onde todos podem fazer workshops

O projeto abriu em Lisboa, perto das Docas, e junta vários conceitos. Estava a ser planeado há dois anos.
Tem 300 metros quadrados.

Em 300 metros quadrados há espaço para muita coisa. Esta é a dimensão do Weat Gastronomic, o novo hub de Lisboa que pode receber até quatro restaurantes virtuais, workshops e vários eventos, tudo relacionado com comida, claro. O projeto estava a ser pensado desde 2018. A burocracia é sempre o que demora mais, já que em relação a obras, não foram precisos mais do que quatro meses.

O Weat Gastronomic fica perto das Docas e do Museu do Oriente. Naquele espaço funcionou uma piscina com vários metros cúbicos de água. Ninguém diria quando entra que por ali que já houve quem fizesse mariposa ou costas. Agora existem fogões, tachos, panelas, gelhas e tudo que é preciso para preparar as refeições. Água só mesmo para lavar os alimentos. Estes projetos apenas funcionam com comida de take-away e delivery.

Está tudo pronto para os workshops.

O novo hub consegue receber até quatro projetos de restaurantes. Os espaços são arrendados ao mês e são uma opção para quem se quer iniciar num negócio, mas não pretende gastar milhares de euros numa cozinha toda equipada. Aqui é só chegar com o conceitos, os ingredientes e começar a servir. Uma espécie de restaurante chave na mão.

“Sei a dificuldade que é montar uma cozinha. É sempre um investimento alto. Aqui quisermos fazer algo para ajudar estes negócios que estão a começar”, explica à NIT Anna Arany, uma das responsáveis pelo projeto que também é sócia do Noori e do Cortesia, por exemplo.

Para o Weat Gastronomic, Anna juntou-se a Frederico Carneiro, com quem já tinha trabalhado no Second Home, e a João Bon de Sousa, que tem negócios na área, como o Chickinho ou Sushi at Home. Os três tinham a mesma ideia: criar um hub que ajudasse negócios de restauração, algo que não tiveram quando montaram os próprios projetos há alguns anos e que também não existia em Lisboa.

Há ainda duas cozinhas vagas.

Neste momento, só dois dos quatro espaços de restaurantes virtuais estão ocupados. Tem o Green Burger, um conceito de hambúrgueres preparados com ingredientes biológicos com destaque para o plant based, uma carne que não tem carne, mas que chega fresca e não congelada, como se vê por vezes noutros restaurantes.

Ao lado está o Raimethi, um restaurante de comida indiana de fusão, que junta sabores mais tradicionais, mas também sugestões de África, como é o caso de Moçambique. Estes dois projetos só funcionam por take-away e através de delivery pela Uber Eats ou serviços de entrega próprios. Em breve, será montada uma esplanada com 40 lugares para que possa comer as sugestões logo ali no espaço.

Há comida indiana de fusão para pedir.

Além destas cozinhas, o Weat Gastronomic conta com cinco bancadas para workshops. Podem ser arrendadas em conjunto ou em separado e estão todas equipadas e prontas as usar. “Podem ser para um team building, para alguém que queira fazer um catering e precise de uma cozinha maior, ou até para uma empresa ou marca que queira fazer um workshop”.

Esta área está equipada com produtos da Phillips, Bimby, Flama e Ivo Cutelaria, que se juntaram ao projeto. Existe ainda uma zona mais premium que serve, por exemplo, para chefs e marcas. “Também para food styling, consultoria de comida ou apresentação de algum produto”, explica Anna.

O Weat Gastronomic pode perfeitamente ser adaptado às mais variadas necessidades gastronómicas. Basta entrar em contacto e saber quando pode chegar com os ingredientes.

Conheça melhor os dois restaurantes virtuais que fazem parte deste hub.

Raimethi

O nome é inspirado em duas especiarias da gastronomia indiana. A Rai é uma mostarda preta, usada há mais de dois mil anos. Methi é o fenacho ou feno grego, também muito usado na India. O conceito não é um tradicional indiano. Apesar de ter alguns pratos mais comuns, traz alguma fusão que chega da migração feita para países africanos, algo que não é tão normal vermos por cá.

Há muito para provar.

É uma comida mais leve da que possa estar habituado. Chega tudo sem picante, para que seja depois o cliente a controlar este sabor. Pode começar por umas chamuças de frango ou vegetais; ou uns kebabs, umas bolinhas gulosas de carne de vaca e especiarias.

Já entre os pratos tem o caril de feijão, o de frango com batata, o caril de camarão, ou o de leite de coco, com tiras de mandioca e especiarias. Para beber tem o massala chaas, preparado com iogurte natural; ou o lassi de manga, com leite e polpa de manga.

Green Burger

Houve quem não acreditasse que não era mesmo carne de vaca. O sabor e a textura dão essa ideia, mas de facto é uma sugestão plant based aquela que se encontra no menu desta hamburgueria com ingredientes biológicos. Moisés Pozzi é o mentor do conceito. Conseguiu um fornecedor que lhe desse esta carne com base em plantas fresca e não congelada, como se vê em muitos projetos.

É depois moldada à medida e grelhada como se fosse um hambúrguer de vaca, só que ali não há carne nenhuma. Para esta opção até servem um pão brioche vegan. Vários molhos, outros tipo de condimentos e acompanhamentos são preparados pelos chefs nesta cozinha do Weat Gastronomic.

Tem o Green, o tal plant based, com queijo vegan, maionese de couve flor, alface, tomate e cebola caramelizada. Outra das propostas é o Brie, com hambúrguer de 170 gramas com carne de vaca, molho barbecue, cogumelos salteados e cebola crocante.

Para beber um mate com limão é o ideal. Segundo o responsável, é um transportar para as praias do Rio de Janeiro, no Brasil.

Não tem carne, mas parece.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua da Cintura do Porto de Lisboa, Edifício Gonçalves Zarco, 1350-352 Lisboa
    1350-352 Lisboa
  • HORÁRIO
  • Aberto todos os dias - 24h
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Asiática

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