Restaurantes

WelWell: o restaurante onde descansa, compra roupa e até faz uma massagem

A fundadora quis ir além da comida, com hospitalidade a 360 graus. Após uma luta de três anos, o projeto foi concluído tal qual sempre sonhou.
Restaurante com massagem? Já é possível.

Adriana Bechara é jornalista e foi editora das revistas “Vogue” e “Glamour” no Brasil. Após uma viagem em família à volta do mundo, a última paragem da brasileira de 51 anos foi em Lisboa. “Não sei se pelas semelhanças culturais ou pela língua, eu e o meu marido sentimo-nos logo confortáveis.”

A estadia foi tão impactante que, pouco depois de regressaram ao seu país, decidiram que precisavam mesmo de mudar de vida. “Vendemos a casa e viemos criar aqui a nossa filha (na época com três anos, fará nove no sábado, dia 21 de outubro).”

Quanto a trabalho nas redações, Adriana tinha um novo objetivo concreto. “Queria inaugurar um novo capítulo da minha vida, diferente de tudo. O WelWell traz a rede de contatos do passado, mas é algo totalmente original e desafiador.”

A ideia chama-se WelWell – Welcome & Wellness Center: “Um restaurante que abraça o conceito de hospitalidade a 360 graus. Um sítio plural para atender viajantes e locais à volta do Príncipe Real, em Lisboa.”

O restaurante tem uma abordagem clara. “Sabores do mundo com foco em nutrição e saúde. Todos os pratos são confecionados artesanalmente. Isso quer dizer que desde o molho pesto à labne, o WelWell está comprometido em oferecer pratos frescos, só encontrados aqui do modo como são feitos.

Com prioridade a fornecedores locais e ingredientes biológicos, a ementa tem opções de brunch, saladas nutritivas com proteínas leves e tostas. No conceito de hospitalidade a 360 graus, porém, a comida é o ponto de partida para um grande acolhimento aos clientes.

O WelWell existe há quase três anos, mas só agora, com 2023 bem avançado, é que Adriana conseguiu colocar em prática todas as ideias. “O sucesso do alojamento local dá-se porque as pessoas querem viver a cidade como se fizessem parte dela. O WelWell corresponde ao lobby de um hotel, com o spa, a lojinha, o café e o restaurante, sem que o turista se sinta numa bolha.”

Só que foi difícil tornar o sonho real. “A nossa história começou em 2020, quando criámos o projeto, mas a abertura oficial foi a 15 de janeiro de 2021, o primeiro dia do segundo lockdown. Por isso nascemos tendo de ser resilientes. Mudámos o negócio para mercearia gourmet e café e seguimos em frente até 2023. Só agora conseguimos finalmente implantar a ideia original.”

Por isso, desde este mês de outubro, que o WelWell tem serviços para os clientes portugueses ou estrangeiros que estão a chegar ou a sair de Lisboa, como luggage storage, concierge, terapias corporais e até um simples duche. Já no segundo piso fica o Club.Yin, um bazar de roupas de marca em segunda mão.

O menu do restaurante foi criado pelo chef brasileiro Lucas Alves. “É um nutricionista com vasta experiência em restauração e eventos no Brasil. Traz uma visão completa da comida, procurando equilibrar nutrição e sabores. De terça a sexta-feira, é possível experimentar pratos que não estão no menu, criados especialmente para determinados dias ou semanas.”

Os nomes dos pratos refletem locais de todo o mundo. “Por exemplo, a salada Odeceixe (14€), que leva legumes biológicos da aldeia alentejana, e o Panini Saitama (12€), região onde se produz o melhor shitake. Um dos clássicos é o Rosbife Mannheim (20€), lombo de novilho com crosta de especiarias acompanhado de salada de batatas.”

A origem dos ingredientes mostra-se essencial para Adriana. “A massa fresca São Francisco (14€), por exemplo, é feita especialmente para o restaurante, e leva recheio com cogumelos e abóbora com pesto de limão, trufas e nozes.”

Na parte da garrafeira, destacam-se os vinhos portugueses. “Gosto dos que procuram a autenticidade nas suas produções, como o Espumante Pet Nat Rosa Duck (35€), de João Pato,  e o vinho branco A Liberdade 2021 (49€), de António Madeira.”

Para Adriana, criar o WelWell é o final feliz de uma história que começou há muito tempo. “Na nossa volta ao mundo, sempre que passávamos numa cidade, com pouca informação sobre onde estávamos, no checkout dos alojamentos nunca tínhamos onde deixar os nossos pertences. Sentíamo-nos sem-abrigo.”

Carregue na galeria para ver mais imagens deste novo conceito no centro de Lisboa.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua Marcos Portugal, 18A

    1200-009 Lisboa
  • HORÁRIO
  • 10h às 18h (terça a sexta)
  • 10h às 16h (sábados e domingos)
PREÇO MÉDIO
Entre 20€ e 30€
TIPO DE COMIDA
Internacional

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