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Xao Xao: os dois amigos que trouxeram o melhor da comida chinesa para Lisboa

Carlos Vaz Antunes e Manuel Domingues são apaixonados por este tipo de gastronomia. A ideia deste projeto surgiu num jantar.
Há muito para pedir e sem sair de casa.

Em 2019, a pandemia ainda não era uma realidade nem o conceito de dark kitchen se falava muito em Portugal. Ainda assim, foi nessa altura que os dois amigos, Carlos Vaz Antunes, 31 anos, e Manuel Domingues, 30, se juntaram à mesa com uma ideia em comum: abrir um restaurante de delivery dedicado à cozinha chinesa. Mais de um ano depois das primeiras conversas, surgiu em março deste ano o Xao Xao.

“A ideia de abrir um restaurante chinês surgiu num jantar, como tantos outros, no qual ficámos a perceber que o objetivo de abrir um restaurante chinês era comum. A partir daí, foi pôr mãos à obra. Queremos honrar o que já se faz bem, há muito tempo, na cozinha chinesa mas, quando possível, dar um toque criativo e pessoal a alguns pratos tradicionais”; explicam à NiT.

A cozinha chinesa sempre foi a favorita de ambos e a que tinha de fazer parte de um projeto que os juntava.  “Somos dois velhos amigos, apaixonados pela comida chinesa, que não se sentiam realizados com as suas experiências profissionais e decidiram arriscar. Sentirmos que havia uma lacuna no mercado relativamente à oferta. Sempre existiram os restaurantes chineses de bairro, mas faltava uma referência.”

Carlos e Manuel são formados em gestão e ambos têm experiência em restauração. Foram responsáveis pelo Stephens Bar, na Rua das Flores. Carlos chegou a ser diretor operacional do grupo Bananacafe. Antes de voltarem juntos à restauração estavam noutras áreas, mas sempre a pensar no que viria a ser o Xao Xao.

“Se for à China e pedir um arroz chau-chau não vão saber o que servir-lhe, não conhecem essa referência. Foi precisamente esta curiosidade que nos levou a adotar o nome Xao Xao, simbolizando a nossa própria cozinha: chinesa com alma portuguesa.”

Para criarem o menu que é entregue em casa na zona de Lisboa juntaram-se ao projeto outros dois chefs, responsáveis por tudo o que é servido. Falamos do chef Jorge Redondo e de Pedro Almeida, que faz consultoria. “O Jorge tinha a paixão pela cozinha chinesa e o Pedro o know-how que precisávamos para criar uma oferta com muita qualidade, tradicional mas ao mesmo tempo com identidade própria.”

Jorge Redondo começou como cozinheiro do Água Pela Barba. Passou pelo Masstige e trabalhou também no Season. É agora chef principal do Xao Xao. Já Pedro Almeida é o consultor. Detém a única estrela Michelin em Portugal para um restaurante asiático, o Midori, e tem um papel importante em tudo o que é criado neste menu.

Noodles de vegetais.

O Pato à Lisboa, com picle de pepino e alho francês crocante, a Barriga de Porco 5 Spices, Chow Mein de Frango Panado, Vaca com Molho de Ostras e o Crepe de Nutella e Banana têm sido os pratos mais procurados nestas poucas semanas de atividade.

“Os feedbacks têm sido muito positivos. O mais engraçado é que não existe consenso entre os clientes quanto ao nosso melhor prato. É um conceito diferente dentro da cozinha chinesa e isso tem despertado muita curiosidade. Temos oferta para quem é mais tradicional mas também para quem gosta de arriscar. Comida chinesa para gregos e troianos.”

Tem ainda o Chow Mein de frango panado, com amêndoas e massa de chow mein com caril amarelo e vegetais (10,50€); o Tofu Kung Fu, uma sugestão vegetariana com tofu panado e legumes (8,25€); e os noodles de camarão e frango finalizados com amendoim torrado, uma espécie de um surf and turf (14,95€).

A cozinha onde todos os pratos do Xao Xao são preparados fica na zona da Estrela, próximo da Rua de São Bento. Têm um site próprio onde pode fazer os pedidos das várias sugestões. Também através das plataformas da Uber Eats, da Glovo e da Bolt Food os pratos são entregues em toda a cidade de Lisboa.

Apesar da cozinha virtual sempre ter feito parte da ideia inicial, não deixam de parte a criação de um espaço físico. “O nosso conceito foi sempre pensado como dark kitchen, mesmo antes da pandemia. Dada a situação atual, vamos manter este trajeto mas não pomos de parte ter um restaurante físico. Agora, vamos continuar o nosso caminho mas, quando tudo isto normalizar, vamos estudar essa hipótese.”

Crepes de cogumelos.

 

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