No verão, o ritual repete-se a cada mudança de quinzena: milhares de portugueses rumam ao sul, para passarem uns dias de descanso nas praias do Algarve. Entre falésias douradas, sol e muitos restaurantes por descobrir, a região continua a ser especialmente popular. Este ano, há uma novidade: o Zénite, que consegue “reunir toda a região” num único local.
O rooftop abriu em meados de junho. De um lado, está o sotavento algarvio e do outro o barlavento. Com paisagens tão incríveis, a equipa do grupo Highgate Portugal encontrou por ali um grande desafio: criar um reduto com uma decoração à altura e uma carta que tornasse o Zénite um ponto de paragem obrigatória durante o verão.
“Decidimos aumentar o espaço já existente de forma a que os clientes pudessem aproveitar a vista de vários ângulos. Depois decidimos apostar numa boa oferta de comida e bebida”, adianta Bruno Rocha, diretor de comida e bebidas do grupo Highgate Portugal, onde está inserido o Zénite.
O resultado é um rooftop com capacidade para receber 60 pessoas sentadas. Um número que pode aumentar para eventos corporativos ou festas específicas.
“Preferimos manter uma capacidade mais reduzida para garantir um ambiente mais intimista. Criámos uma zona de leitura e outra de refeição. Foi construído também um deck mais elevado que neste momento está privatizado com uma parceria com a Champagne House Perrier-Jouët, onde só se bebe, claro, champanhe”, refere o responsável.
A decoração ficou a cargo de Nini Andrade Silva, que apostou em tons creme, misturados com detalhes terrosos, que relembram as falésias das praias algarvias. O rooftop fica no hotel Kimpton Atlântico Algarve, nas antigas instalações do NAU São Rafael Atlântico, e transformou-se num refúgio discreto à beira-mar. No exterior foram criados vários recantos com recurso a materiais naturais, para quem quer aproveitar o pôr do sol longe da confusão.
A carta — que Bruno Rocha define como “digital” por ser pensada “com petiscos que se comem à mão” — vai ao encontro desta estética, com uma aposta clara nos produtos da região. O responsável exemplifica a ideia com alguns pratos de destaque, como os nigiris de cenoura do Algarve (9€), o rissol de leitão (14€) regado com molho à Bairrada, a gamba rosa e Pani Puri de manga (12€), o Ciabatta crocante (15€), feito com queijo Manchego, rúcula e chutney de figos, ou a paleta de presunto de porco alentejano fumado (24€).

“Decidimos apostar em comida muito intuitiva e direta, com um sabor mais pronunciado, que é algo que me identifica. Queríamos criar uma ligação a Portugal e a esta região, por isso incluimos em cada prato algo de cá. No caso do niguiri, optámos por juntar dois tipos de cenouras, uma delas completamente em desuso que por cá se chama cenoura roxa”, revela.
Nas sobremesas, os fundadores do conceito decidiram continuar a “brincar com os produtos algarvios” e algumas receitas clássicas. O bolo de laranja com merengue italiano (9€) é o exemplo perfeito dessa ideia, a par do tiramisù de chocolate moka (9€).
Já nas bebidas arriscaram numa carta com cocktails de assinatura — como o Portuguese Mule (17€), que mistura vodka, folha de figo, licor de laranja, ginger beer e sumo de lima; ou a Tommy’s Margarita (15€) que recria a versão do clássico com xarope de agave. Há ainda um Martini de Melancia (15€) que tem feito sucesso nos dias mais quentes; e um Negroni Sbagliato (15€), feito com espumante e flor do sal. No bar dedicado ao champanhe existem várias opções da marca, em que os preços variam entre os 20€ e os 63€ por copo e os 79€ e 332€ por garrafa.
Os menus são longos e diversificados, o que levaria muitos clientes a pensarem que o desenho das ementas teria sido o maior desafio da equipa. No entanto, a parte mais difícil de todo o projeto do rooftop foi mesmo a escolha do nome.
“Tivemos várias ideias em cima da mesa, mas acabámos por avançar com Zénite, porque estava disponível para registar a marca e está relacionado com os astros e o céu. Da nossa varanda os clientes têm uma vista privilegiada para o céu estrelado”, conclui Bruno Rocha.









