Lojas e marcas

“Arranjamos, reciclamos e criamos”: no Atelier Catarino, todos podem criar joias

Maria João está no ramo há 33 anos. "Quis inovar" e assim surgiu o novo espaço da marca, onde pode aprender tudo sobre joalharia.
Pode criar as suas próprias joias.

Quantas vezes não comprou acessórios das típicas lojas de fast fashion e logo a seguir se arrependeu? Provavelmente, os anéis começaram a perder cor de um dia para o outro e colar rebentou logo a seguir, por ser tão frágil. Se gosta verdadeiramente de apostar em bijuteria, mais vale fazê-lo em casas da especialidade, onde a qualidade irá certamente compensar o investimento. 

Melhor ainda, só mesmo fazer as suas próprias joias, participando em todo o processo, da fundição, à soldagem, ao polimento — garantindo que é uma peça única e que não se estraga na primeira semana de utilização. Quem sabe se uma experiência destas não lhe desperta o gosto para aprender mais sobre a técnicas da joalharia. 

Poderá fâze-lo no Atelier Catarino, onde a proprietária, Maria João Catarino, dinamiza workshops e também vende peças de ouro e prata, claro. Tudo começou há 33 anos, quando decidiu mudar de profissão para ter mais tempo para os filhos. 

“Na altura, trabalhava numa empresa de navegação. Quando tive a minha filha, começou a ser difícil coincidir os trabalhos no mar, não era possível. Decidi dedicar-me a este negócio de família, que pertencia ao meu sogro”, conta Maria João, em entrevista à NiT. 

Começaram por ser “uma lojinha de rua”, e só mais tarde avançaram para os centros comerciais no Alegro Sintra e Alfragide. No entanto, Maria João sempre sentiu algumas lacunas no mercado português da joalharia. “Era sempre tudo muito tradicional, muito igual”, afirma. Foi esse o mote que serviu de inspiração à “4 Leaf Clover”, a marca de criada pela própria, em 2021.

No entanto, o fabricante das peças de ouro da nova insígnia ficava em Gondomar. “Sempre que queria determinado modelo, tinha de me deslocar. Começou a ser muito complicado gerir todas essas dinâmicas”. E, no fundo, Maria João queria que assumir o controlo e responsabilidade pelas peças

Um atelier para criar e inovar.

“Tínhamos colegas a pedir produtos e nós ficávamos sempre dependentes dos fornecedores. Já não fazia sentido”. O atelier surgiu no início de 2023, para que tudo pudesse ser tratado pela família Catarino. “Encontrámos um espaço cheio de luz natural, com boas dimensões. Mandámos vir equipamento de Itália, e só no final do ano é que tudo chegou”. Por isso mesmo, só em 2024 é que deram início à verdadeira atividade do atelier. 

Contudo, os 33 anos de experiência no ramo não eram suficientes. Maria João decidiu investir num curso de técnicas básicas de joalharia, para aprender os princípios fundamentais da arte. Quando percebeu que despertavam o interesse dos clientes, deu-se o clique. Ia aproveitar o espaço para dinamizar workshops e oferecer experiências, onde pudesse fazer aquilo que sempre quis: inovar. 

“Felizes para sempre”, “Despedida de solteira”, “aniversário com estilo” ou “uma joia especial” são algumas das atividades que pode encontrar na Rua Direita de Massamá, 101. Basta agendar uma data com o atelier e pode criar joias de raiz — como fazem muitos noivos em conjunto com as alianças — ou até mesmo reciclar peças que não lhe agradam para as transformar noutras, reciclando os próprios metais, numa experiência em família. 

Por sua vez, os workshops vão desde a criação dos seus próprios brincos e pulseiras (130€) até ao cuidado que deve ter com o seu relógio (100€) e joias variadas (100€). Em grupo, durante 3 a 4 horas, pode aprender a fundir, laminar, trefilar, serrar, limar e lixar, para, por fim, polir e martelar nos acabamentos. Ou então, pode desmontar o seu relógio favorito, trocar as peças e poli-las — assim como nas joias.

No próximo 10 de junho, poderá inscrever-se numa oficina com a especialista Susana Teixeira, para aprender a técnica de enchimento de filigrana — muito característica da joalharia portuguesa. Para breve, contam ter novas atividades dedicadas a crianças, às avós e netas, e até mesmo eventos de team building. 

No fundo, “o atelier serve para dar assistência técnica, para contrariar as tendências descartáveis. Aqui arranjamos, reciclamos e criamos”, assegura Maria João. Além disso, a proprietária confessa que nem pensa em expandir o negócio, pelo menos para já. “O objetivo são as nossas três lojas. Assim sei que conseguimos manter a proximidade com o cliente — que é parte da nossa essência”, termina.

Pode reservar as experiências e workshops no site do Atelier Catarino.

@atelierbycatarino

O local onde tudo acontece… 👀#handmade

♬ UP! – Forrest Frank & Connor Price

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