Beleza

A máscara facial natural de Jessica Alba só leva quatro ingredientes. Será eficaz?

Um dos truques de beleza da atriz pode ser feito com alimentos caseiros. A NiT falou com um dermatologista sobre as vantagens do método.
A atriz é considerada uma das mulheres mais bonitas do mundo.

Ninguém fica especialmente bonito com máscaras faciais. Até porque costumam ter uma cor e uma camada rugosa que nos faz parecer saídos de um filme de ficção científica. Contudo, graças à sua importância para a saúde da pele, fazem parte da rotina de beleza de muita gente. De todas as opções, as máscaras caseiras são uma aposta cada vez maior para hidratar a pele.

Ao contrário dos produtos que encontramos no mercado, o objetivo destas receitas — que são elaboradas com ingredientes que temos em casa — é que o contacto com a pele seja 100 por cento natural. Foram um sucesso durante a pandemia, quando estava toda a gente em casa, mas continuam a crescer em popularidade graças a celebridades como Imaan Hammam, Halle Berry e Jessica Alba.

“Nenhum especialista pode recomendar uma receita caseira, porque não é algo controlado e não existe uma noção de quantidades”, explica à NiT Luís Uva, diretor-clínico da Personal Derma. “Não é como se fossemos fazer um bolo, em que uma receita nos diz para colocar meia colher de chá ou de azeite”.

No entanto, apesar das advertências, a influência dos grandes nomes da indústria continua a conquistar as massas. Aos 26 anos, Jessica Alba já tinha sido eleita a mulher mais sexy do mundo por cientistas da Universidade de Cambridge e continua, aos 41, a ser uma presença no ranking das pessoas mais bonitas do planeta.

Um dos segredos da atriz norte-americana não está nos produtos da Honest, a sua marca de beleza, mas na aposta nos cuidados naturais. Com apenas quatro ingredientes fáceis de encontrar — mel, flocos de aveia, iogurte e sementes de linho — a estrela de Hollywood cria um preparado que deixa atuar durante 10 minutos, na sua pele nua, após acrescentar água quente.

As propriedades destes ingredientes

Sobre o mel, o alimento é conhecido pelo poder antibacteriano e por ser “um excelente cicatrizante, usado em vários cremes para pessoas que têm úlceras”. No entanto, apesar de ajudar a hidratar, o dermatologista aponta que também “tem propriedades que podem aumentar a oleosidade da pele”.

“O que faz mais sentido, no caso do mel, é misturar com azeite ou abacate para realmente nutrir a pele. Quando está desidratada e escamativa, precisa dessa oleosidade”, acrescenta. E mesmo que a aveia possa controlar a oleosidade, “um não compensa o outro, porque [o cereal] acaba por ficar suspenso e não se mistura muito bem”.

Se sentir necessidade de controlar a oleosidade, o amido de milho, usado sob a forma de pasta isoladamente, é uma das melhores opções. Já para acalmar a pele, e aqui a junção com aveia é eficaz, pode fazer uma mistura com uma infusão de camomila. “Coloca-se [a receita] no frigorífico e aplica-se durante 20 minutos com compressas”, acrescenta o especialista

Quanto ao iogurte que Alba também não descarta, é esfoliante e promove a renovação das células por conter ácido lático. “Foi a primeira coisa a ser utilizada para a pele, nos tempos da Antiguidade, pela Cleópatra”. Porém, mais uma vez, não deve ser misturado com o mel, funcionando melhor quando é combinado com pepino sem casca batido.

“Os ingredientes naturais são bons, mas é difícil dosearmos a quantidade de cada princípio ativo destes alimentos”, alerta Luís Uva. “É por esse motivo que existem os dermocosméticos controlados. O produto natural pode ser mais forte, por vezes em demasia”.

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