Beleza

Avenida 15: o novo cabeleireiro super cool de Lisboa (e que até salva os oceanos)

O espaço é liderado por Susanne Iten, a talentosa suíça que estava à frente do Madame Dussu, na Lx Factory.
A mascote do salão.

Suzanne Iten e António Alves decidiram que durante a pandemia iriam criar o salão dos seus sonhos, projetado e produzido por eles. Pois bem, essa ambição tornou-se uma realidade que até já está a funcionar em pleno. Chama-se Avenida 15. António tem 30 anos, é formado em gestão e especialista em tratamentos e coloração de cabelo. Por outro lado, Suzanne é um ano mais velha e cabeleireira. Juntos, tinham todas as condições para lançar um projeto inovador.

A cabeleireira nasceu na Suíça, mas decidiu mudar-se para Portugal, quando tinha 20 anos, para aprender a língua. “Quando era criança queria ser cabeleireira canina, mas depois apercebi-me de que com pessoas podia ser mais criativa. Principalmente porque gosto de fazer coisas mais desafiantes, como cores fantasia e cortes curtos”.

Filha de mãe emigrante, formou-se em cabeleireira na Suíça mas só começou efetivamente a sua carreira em Lisboa. “Estive cá dois meses a aprender a língua portuguesa e depois comecei logo a trabalhar num cabeleireiro. Estive lá três meses até me mudar para o Lx Factory”, conta Suzanne Iten, à NiT.

Esteve em Alcântara durante 11 anos: primeiro como empregada, depois como sócia do seu próprio salão, com a amiga Duda, o Madame Dussu. Em maio de 2021, começou o tal novo projeto e com um novo sócio, que conheceu por mero acaso. António é vizinho da mãe de Suzanne. 

Paralelamente à história de Susanne, António Alves entrou no mundo dos cabelos por um caminho diferente. O pai já era cabeleireiro e depois de uma formação em gestão, trabalhos como técnico de tratamentos e coloração em empresas de produtos de cabeleireiro, António achou que o caminho certo seria juntar as duas áreas e abrir o seu primeiro cabeleireiro, no Restelo.

Depois de conhecer Suzanne e conversarem sobre os objetivos de vida dos dois, o projeto do Avenida 15 começou a surgir lentamente. O passo seguinte foi encontrar o local ideal para o novo cabeleireiro de Lisboa. 

“Começámos a pensar este projeto durante o confinamento”, começa por contar António. “Foi aí que montámos o plano de negócio e a desenhar todo o espaço. Encontrámos a loja que queríamos com alguma rapidez, e o espaço foi todo feito por nós, quer seja a nível de obra, como a nível de design dos materiais”.

Apesar de terem aberto a porta do salão no número 15 G, da Avenida Infante Santo, em Lisboa, no dia 5 de maio deste ano, António conta que o projeto ainda não está concluído e que todos os dias vão melhorando um bocadinho o espaço. “Não fazia sentido para nós ter as portas fechadas até que todos os pormenores estivessem concluídos. Optámos por abrir e a pouco e pouco vamos acrescentando coisas novas”.

O conceito pensado para este projeto é que seja o mais natural e minimalista possível. Além de haver uma preocupação acrescida com o ambiente — não fosse o espaço estar decorado com várias plantas. Segundo António: “A longo prazo queremos tornar o cabeleireiro mais ecológico e temos já algumas ideias. Sabemos de um movimento que existe com cabelo que é cortado e que depois é utilizado para fazer bóias que captam o petróleo dos oceanos. E estamos a programar as coisas para começar a enviar para lá todo o cabelo que cortamos”.

Os dois sócios quiseram que os produtos com que trabalham no salão tivessem uma composição mais natural e a preocupação com os produtos e ingredientes vai ser sempre uma prioridade, “mas sem radicalismos”, avisa António.  

O Avenida 15 conta ainda com um terceiro elemento: Ramona Weirather, também cabeleireira, mas desta vez austríaca. Ramona e Suzanne conhecem-se desde a altura em que a cabeleireira suíça chegou a Portugal, em 2010, quando trabalharam juntas durante três meses num salão na Bica. “Mantivemos o contacto sempre e agora fazia todo o sentido ela juntar-se a nós neste projeto”, conta Suzanne.

O último membro do staff do salão é o Nico, o cão de Suzanne. “Adotei-o há dois anos e levo-o comigo para todo o lado. No início vinha para o salão para não ficar sozinho em casa, mas depois comecei a perceber que os clientes realmente gostavam de o ver por cá”.

O pequeno cão passou a ser membro assíduo e “desempenha uma função de companhia e psicologia”, segundo António. “Uma coisa que notamos é que as pessoas que vinham de mais em baixo, acabavam por sair mais animadas e mais leves porque ele pede festinhas e deita-se no colo das pessoas. É um autêntico psicólogo”.

“No salão fazemos de tudo, desde clássicos ao mais radical. Mas somos especializados em cortes de cabelos curtos e fazemos também muitos cabelos coloridos”, explica Suzanne. Além destes trabalhos também é possível fazer o típico brushing, que custa entre 18€ e 22€. O tratamento de couro cabeludo custa 30€ e o corte, entre 35€ e 42€.

Para os dois sócios, o próximo passo para o salão passa por aliá-lo à arte e à criatividade: “Queremos fazer uma creative room muito colorida, mas ainda não sabemos o que queremos colocar lá dentro. Será algo relacionado com a arte e com a criatividade de certeza”. 

Carregue na galeria para ver mais fotos deste novo espaço obrigatório e super cool de Lisboa.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Avenida Infante Santo, 15G

    1350-175 Lisboa Lisboa - Portugal
  • HORÁRIO
  • Terça-feira a Sábado das 11h às 20h
  • Domingo e Segunda-feira - fechado

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