Beleza

Chegou o primeiro concurso de beleza que só aceita mulheres criadas por IA

As participantes vão ser avaliadas por um júri composto por integrantes humanos e digitais. O evento está a ser amplamente criticado.
Chama-se Miss IA.

Dois séculos após a realização do primeiro concurso de beleza, em 1880, o conceito vai dar um novo salto. Uma organização chamada World AI Creator Awards (WAICA) anunciou que vai realizar, a 10 de maio, o Miss IA, uma nova competição onde participam apenas modelos geradas digitalmente através de ferramentas de inteligência artificial (IA).

Todas as participantes, criadas por artistas de todo o mundo, vão ser avaliadas por um painel de jurados composto por integrantes humanos e figuras criadas digitalmente como a influente Aitana. A beleza, a tecnologia e a influência das redes sociais, visto que muitas delas já são influencers lucrativas, são alguns dos critérios a avaliar.

No final, o artista responsável por criar a modelo considerada mais bonita ganhará um prémio de aproximadamente cinco mil euros. Os criadores podem enviar mais do que uma proposta, porém, é exigido que sejam todas 100 por cento geradas por IA para que sejam elegíveis.

“O evento foi pensado para reconhecer os génios por trás dos melhores falsos influenciadores das redes sociais”, avançou o WAICA. E foi a Fanvue, uma plataforma de criação de conteúdo, que teve a ideia ao notar um enorme crescimento no número de criadores de conteúdos “falsos” desde o final de 2023, muitos deles com milhões de seguidores e acordos com marcas.

A ideia inovadora levantou uma série de críticas nas redes sociais. “Já é bastante difícil ser mulher nesta sociedade, com todo o escrutínio que recebemos. Agora, temos a IA a elevar o padrão de beleza para um nível onde são tão perfeitos”, manifestou-se a atriz e modelo Claudia Jordan.

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