Beleza

Cortes de cabelo ao domicílio irritam cabeleireiros. “É concorrência desleal”

A denúncia foi feita pela associação de profissionais da área, que fala de profissionais a trabalharem na clandestinidade.
Já ninguém aguenta a trunfa do confinamento

É um dos setores mais afetados pelos sucessivos confinamentos e encerramentos, mas nem todos os barbeiros e cabeleireiros estarão a cumprir as regras. Segundo a Associação Portuguesa de Barbearias, Cabeleireiros e Institutos de Beleza, alguns profissionais estarão a fazer serviços ao domicílio, que são proibidos por lei.

Os responsáveis pelo sector falam de concorrência desleal, mas também de promoção de uma economia paralela. “Isto é completamente proibido. Além de se estar a propagar a pandemia (porque não sabemos o que é que levamos para casa das outras pessoas, nem as condições das pessoas que recebemos em nossa casa), é uma concorrência desleal para com os colegas que estão encerrados e a cumprir o confinamento, para que consigamos abrir todos em conjunto e o mais breve possível”, explica Cristina Bento, a secretária-geral da APBCIB, em declarações à agência “Lusa”, citada pela “RTP”.

Cristina Bento acrescenta que é “quase um desprezo dos profissionais para com outros profissionais que não podem abrir os seus estabelecimentos e que são forçados a cumprir e não querem correr estes riscos.”

Para lá dos serviços ao domicílio e até de cabeleireiros que estarão a funcionar de forma clandestina, a dirigente revela que há muitos casos de “pessoas que anunciam os serviços nas redes sociais, com o número de telefone, o horário em que podem atender e o tipo de serviço que fazem”.

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