Beleza

A D-House tem as escovas amigas do ambiente mais cool do momento

A nova marca de produtos de beleza orgânicos aposta também nos sabonetes e nas pastas naturais.
Tem tudo muita pinta

Produtos de beleza naturais e orgânicos com um forte sentido estético e um design muito cool. É isso que vende a D-House, nascida entre uma mesa de um café e um concerto dos Linda Martini.

Antigos colegas de faculdade, Diana Queirós, 33, e David Furtado, 31, foram à sua vida e reencontraram-se anos depois. Ambos formados em design de produto, reataram uma amizade que haveria de levar à criação da marca que arrancou em fevereiro.

A D-House é um projeto de paixão para ambos, por enquanto feito nos tempos livres, mas que ambos ambicionam poder tornar no seu trabalho a tempo inteiro. Foi David quem lançou o desafio, apanhado numa daquelas tenebrosas “fases estéreis de criatividade”. Diana, que “por norma” recusava sempre negócios com amigos, aceitou imediatamente.

Seria, inevitavelmente, algo que apaixonasse os dois. “Nós usamos produtos vegan, orgânicos, sustentáveis e sem crueldade animal. Temos muita preocupação com esses valores”, explica à NiT David Furtado.

É, resumindo, uma marca de produtos de beleza amigos do ambiente e com um forte sentido estético. Algo que para Diana Queirós é visto por muitos como incompatível, mas que não o é.

“Exploramos a questão da estética e da associação de que o que é cru, do que não é cuidado, sem arestas, feito à mão, que nada disso pode ser bonito e cuidado; que ter uma imagem arrojada pode dar outro tipo de conotações”, nota. “Nós queremos criar uma marca de luxo, mas de um luxo de sustentabilidade, do facto de vendermos produtos que duram, que são eficazes e que não desrespeitam o ambiente. Acreditamos que a beleza nunca se deve sobrepor à natureza.”

David Furtado e Diana Queirós querem fazer crescer a marca

Optaram, por isso, por lançar a marca com um leque inicial de produtos que já conheciam e usavam. Começaram pelos sabonetes que, à semelhança de todos os outros produtos, são feitos em Portugal.

São feitos à base de azeite, manteiga de coco e de carité, matérias-primas escolhidas pela sua qualidade, sendo que todos estes sabonetes são feitos de forma artesanal. Existem quatro tipos diferentes: o Acid Bloom, de limão e gerânio; o Saturn Rings, de óleos essenciais; o Velvet Nest, de amêndoas doces e alfazema; e o Gods Feast, de figo. Cada unidade custa 8€.

Além dos aromas, trazem outras vantagens. O de figo, por exemplo, é “ideal para peles com acne e eczema”, explicam.

A velha e fiel escova de dentes foi a outra vítima das ideias de Diana e David, que trocaram os plásticos pelo bambu, embora estejam a estudar o uso de outros materiais igualmente biodegradáveis.

Desenho simples e esguio, as escovas diferem apenas na cor das cerdas — pretas ou brancas —, que são facilmente removíveis quando estiverem gastas. “Basta tirar com um pequeno alicate e depois a escova pode ir para qualquer compostor comum”, explica Diana, que frisa que ao contrário da maioria das escovas comuns, estas não têm BPA, químico habitualmente usado nos produtos correntes.

Só tem que escolher entre preto e branco

Em estudo está também a hipótese de criar escovas com cerdas que possam ser substituídas; e um plano de subscrição no qual, de três em três meses, enviam para casa dos clientes uma escova nova para substituir a antiga.

A pasta de gengibre (7,5€) que promove gengivas saudáveis e fortes; e a de menta e carvão ativado (7,5€) com efeito branqueador. Vêm, contudo, com um aviso.

O ideal é que sejam usadas em conjunto, porque a de carvão ativado,apesar de eficaz no branqueamento, pode ter um efeito nocivo nas gengivas caso seja usada mais do que três a quatro vezes por semana. Esse é, aliás, o número que Diana e David recomendam. Em todas as outras lavagens, deve ser usada a de gengibre, cujo óleo de coco ajuda a criar uma película protetora nos dentes.

Outro aviso: para quem sempre usou pasta dentífrica normal, é expectável que a mudança cause estranheza. “No primeiro uso estranha-se um bocado. Estamos habituados à fragrância fresca e mentolada e sentimos que os dentes só estão lavados quando sentimos a sensação e a espuma”, explica David.

“A verdade é que isso é um preconceito. As nossas não fazem espuma nem deixam aquela sensação de hálito fresco, mas limpam e protegem.”

Para quem quiser experimentar um pouco de tudo, a D-House criou packs que incluem umas pequenas surpresas. O mais completo, por exemplo, custa 30€ e inclui uma escova, um sabonete, uma pasta, cotonetes de algodão orgânico, uma saboneteira de bambu e um saco de sisal — uma das fibras naturais mais fortes e que pode ser usada como esponja, bastando colocar o sabonete no interior. Depois só tem que escolher se quer a versão negra ou branca.

Por enquanto, nesta fase inicial, serão estes os produtos comercializados, embora estejam em estudo champôs, máscaras capilares e velas de massagens. E, quem sabe, o nascimento de uma loja física da D-House.

Carregue na galeria para ver todos os produtos.

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