Aos seis anos, Maria Leonor Carvalho foi surpreendida quando um fotógrafo lhe pediu para posar para a sua máquina. Aceitou e compensou a falta de experiência com as lições dos dias passados a experimentar os saltos altos ou a maquilhagem da mãe. À NiT confessa que a paixão foi crescendo.
Dois anos depois, estava a desfilar pela primeira vez na vila de Tábua, em Coimbra, onde nasceu e cresceu. Cada um destes passos foi dado com um objetivo em mente: “passar a mensagem a outras meninas para nunca desistirem dos sonhos sonhos”, conta-nos a jovem, atualmente com 13 anos.
Eleita Mini Miss Portugal no início de janeiro, Maria Leonor assume agora um dos maiores desafios do seu percurso. É ela que irá representar o nosso País na categoria Little do concurso Mini Miss Universo, que decorrerá em Cartagena, na Colômbia, em junho de 2026.
“Já acompanhava alguns concursos de beleza internacionais. Quando soube que a primeira edição do Mini Miss estava a começar, não hesitei”, explica. “Nunca estive em nenhuma agência, então fui praticando sozinha até dominar tudo o que era necessário.”
Durante estes dias, recorda-se, aproveitou para trabalhar a parte da comunicação. Entre as poses de Miss e o desfile na passarela, pedia ao pai para fazer algumas das perguntas que via respondidas nos vídeos que encontrava nas redes sociais para ela própria rebater à sua maneira.
Com o evento a aproximar-se, a preparação é cada vez maior. “É sobretudo feita em casa, com exercícios de passarela, mas também vou ter aulas com outras meninas, com as diretoras do concurso. Algumas são online, outras presenciais. Estou com muitas expectativas, pois nunca andei de avião”, diz.

Nesta aventura, conta ainda com o apoio incondicional dos pais, que desde cedo a motivaram a perseguir os seus sonhos. São eles que, além de gerir as redes sociais da filha, têm assumido os custos da sua participação neste desafio, enquanto procuram patrocinadores.
Quanto às expectativas, afirma que a parte em que está mais confiante é precisamente a da comunicação. “Sou extrovertida, gosto de conhecer as pessoas e conversar. Acho que vou gostar muito”, diz. “Além de estar num nível mais alto, quero aprender um pouco de espanhol para conseguir conviver com elas.”
Entre as suas memórias favoritas do Mini Miss Portugal, recorda à NiT a prova de talentos. Escolheu fazer ballet, uma dança contemporânea, e quando ia calçar os sapatos percebeu que não lhe serviam. “Como moro numa aldeia, em Tábua, não tinha tempo para ir até Coimbra ou Viseu comprar outros”, diz.
Faltava uma semana, mas Maria Leonor não se deixou abalar. Acabou por fazer a coreografia descalça e, embora desafiador, ficou satisfeita com o resultado. Afinal, acabaria por ser eleita vencedora.
“Já pratico ballet desde setembro de 2019, quando tinha seis anos”, conta. Entretanto, começou a usar sapatilhas de ponta e, embora não pratique ativamente, também gosta de fazer ginástica.
Um sucesso no digital
Atualmente no 7.º ano, a adolescente não sonha ser apenas modelo, mas vê-se a ser professora de matemática ou de físico-química no futuro. Atualmente, são essas as disciplinas que mais gosta.
Ainda assim, não descarta outros passatempos, como criar conteúdos digitais, visto que já conta com uma forte presença online. Tem mais de 120 mil seguidores no Instagram e cerca de 10 mil no TikTok onde partilha conteúdo regularmente, muito dele dedicado à sua experiência no mundo dos concursos de beleza.

“Era muito pequena quando comecei a fazer vídeos. Comecei no YouTube, com conteúdo sobre jogos, e consegui logo alcançar cerca de 12 mil pessoas. Depois, tive um momento de pausa e, em setembro de 2024, decidi regressar, mas desta vez ao Instagram.”
Neste período, o alcance era menor, mas não desmotivou. Foi no dia 2 de janeiro do ano passado, data que não se esquece, que publicou o seu primeiro vídeo viral, um sketch irónico onde enchia a cara de maquilhagem. Teve mais de um milhão de visualizações e foi quando decidiu explorar também o TikTok.
Apesar do crescimento, dentro e fora do digital, Maria acrescenta que não sente necessidade de estar numa agência. “Sozinha, e com o apoio das diretoras do Mini Miss, temos acesso a muitas coisas, sobretudo através da Internet. Vou aprendendo e treinando.”
E, independentemente do resultado, tem muitas expectativas para o futuro. “Sei que este concurso vai abrir-me muitas portas, por isso, depois da participação, o meu objetivo é trabalhar com marcas nacionais. Quero ter trabalhos como modelo e talvez viajar para outro País, fazer desfiles”, conclui.
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