Beleza

Metade dos cabeleireiros portugueses não consegue sobreviver mais 15 dias sem trabalhar

Os dados recolhidos entre mais de 12 mil profissionais do setor foram revelados pela plataforma Fixando esta quinta-feira, 11 de março.
O plano de desconfinamento é apresentado esta tarde.

Um novo inquérito revelou esta quinta-feira, 11 de março, que metade dos cabeleireiros e barbeiros em Portugal não resistirá a mais 15 dias de atividade parada e 27 por cento não sobreviverá mais de 30 dias. Por cada dia, os profissionais do setor perdem em média 175€. 

Os dados da Fixando foram recolhidos junto de 12.180 profissionais portugueses entre os dias 5 e 10 de março. Segundo a plataforma, 73 por cento dos inquiridos considera o segundo confinamento muito negativo para a sobrevivência do seu negócio e outros 72 por cento discordam completamente com a atual proibição de exercerem a sua atividade.

O inquérito revelou ainda que 45 por cento dos profissionais já recorreu ao apoio do Estado, mas 27 por cento não foram elegíveis. Já 18 por cento recorreram à família e 9 por cento contraíram empréstimos bancários. 

No que se refere à abertura dos salões de estética e cabeleireiros, 38 por cento defende uma reabertura imediata e 50 por cento já na primeira fase do desconfinamento, enquanto apenas 12 por cento defende o adiamento até uma segunda fase do desconfinamento.

A Fixando recolheu ainda informações entre os consumidores e concluiu que 64 por cento discorda com o atual encerramento, sendo que 81 por cento considera ainda dramático o impacto destas medidas para os trabalhadores do setor. Mais de metade (58 por cento) afirma que estes espaços são fundamentais para garantir o bem-estar dos portugueses. 53 por cento recorre a estes serviços mais de seis vezes por ano. 

No final de fevereiro, a NiT falou com a proprietária de um salão que trabalha neste setor há mais de 20 anos. Eva Atalayão, de 56 anos, contou que as contas altas não param de chegar Não consegue pagar os salários e tem sobrevivido sem qualquer apoio do estado, a gerir com dificuldade as economias que juntou com o trabalho de uma vida. “Ainda não despedi ninguém, mas por este andar vou ter de o fazer”, relata. Leia o artigo completo para conhecer a sua história.

O plano de desconfinamento do País vai ser apresentado pelo governo esta quinta-feira, 11 de março, não havendo qualquer indicação de quando este sector poderá voltar a funcionar.

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