Beleza

Estamos por um Fio: grupo apela à reabertura de cabeleireiros já em março

O grupo afirma que os profissionais deste setor estão a ser ignorados pelo governo.
O apelo foi feito esta terça-feira.

Chama-se Estamos por um Fio e é um movimento espontâneo de trabalhadores do setor das barbearias e cabeleireiros que quer consciencializar a opinião pública e os decisores políticos para a necessidade de reabertura destes espaços. Para ajudar “milhares de famílias portuguesas que precisam de socorro em tempos de pandemia”, emitiram um comunicado esta terça-feira, 23 de fevereiro.

Aquilo que pedem é um regresso generalizado à atividade a partir de dia 1 de março pelo facto de estes serem “comprovadamente seguros e por representarem parte de um tecido empresarial composto por microempresas familiares em sério risco de verem a sua subsistência hipotecada”, como dizem os responsáveis.

O setor foi obrigado a parar com a entrada do País no segundo confinamento obrigatório. O manifesto começa por apelar: “Mesmo depois de, em 2020, os mais de 10 mil salões espalhados pelo País terem dado a todos os portugueses um exemplo de higiene e segurança no trabalho perante a pandemia de SARS-CoV-2, o governo decidiu ‘premiar’ uma boa conduta com o encerramento total destes espaços, apenas para nos deixar, agora, por um fio.”

Os elementos do movimento Estamos por um Fio dizem ainda que são “mais ou menos 26 mil pessoas a trabalhar neste setor”, contribuindo para um por cento do PIB nacional, e que se sentem “desamparadas e receosas”, muitas delas a verem os seus negócios de cariz familiar hipotecados.

O documento refere que estes profissionais estão a ser ignorados perante todos os esforços que fizeram para trabalhar de forma segura, continuando por alistar todas as medidas que foram tomadas, entre elas a disponibilização de álcool-gel, a utilização contínua de máscara e o cumprimento da lotação máxima imposta.

“Tudo isto foi implementado com rigor, mesmo que isso significasse ficar prejudicado financeiramente”, continuam. E acrescentam: “Mas até isso suportávamos, porque reabrirmos as portas trazia-nos esperança. Essa mesma que o governo decidiu cortar-nos.”

Este movimento conclui afirmando que o setor está agora unido em defesa da sua sustentabilidade, sem “em nenhum momento desvalorizar a importância e dever que todos nós, portugueses, temos no combate à pandemia.” O apelo pede uma reabertura dos salões a 1 de março. Quem quiser entrar em contacto com os responsáveis, pode encontrá-los através do email estamosporumfio@nullgmail.com, no site oficial e nas contas de Facebook e Instagram.

Leia também o relato que a proprietária de um salão fez à NiT, onde conta as dificuldades em pagar os salários e sobreviver durante o segundo confinamento obrigatório.

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