Beleza

O cabeleireiro dos caracóis de Zendaya tem uma lista de espera com mais de 6 meses

Shai Amiel vive em Los Angeles, mas é um verdadeiro fenómeno mundial. Até as maiores estrelas de Hollywood têm de esperar pela vaga.
A atriz sensação tem uns caracóis maravilhosos.

Chama-se Shai Amiel, é natural de Tel Aviv, Israel, e começou a sua carreira profissional como cabeleireiro em meados dos anos 90, quando decidiu mudar de país (e continente) para se instalar em Los Angeles, nos Estados Unidos. Na cidade das estrelas, tornou-se rapidamente responsável pela imaculada cabeleira loira platinada de Anna Nicole Smith. Agora, tem uma carteira de clientes impressionante, cheia de celebridades capazes de esperar meses para entregarem os cabelos às suas mãos.

Quase três décadas depois de chegar a Los Angeles, Shai Amiel está instalado no Capella Salon Studio City, o seu salão próprio que acumula listas de espera com mais de seis meses. Por lá passam regularmente famosas como a cantora Lizzo, e as atrizes Zendaya e Gabrielle Union, algumas das afro-americanas mais influentes de Hollywood que até já lhe valeram a alcunha The Curl Doctor (ou “o doutor dos caracóis”, em tradução livre).

Quando começou o seu percurso, especializava-se em cor. Os anos 90 eram tempos de madeixas marcadas e grandes volumes com o secador. Amiel explicou à revista espanhola “Vogue” que se apercebeu de que as suas clientes com melhor cabelo eram as que evitavam esticar os seus caracóis. “Estava obcecado com as mulheres que tinham cabelos mais saudáveis e queria que todas tivessem esse mesmo resultado. Assim, comecei a convencê-las a pararem de fazer alisamentos”, recordou.

A ideia evoluiu e o profissional começou a fazer tudo o que podia para ajudar as suas clientes com cabelos ondulados a melhorarem a qualidade dos fios. A palavra foi-se espalhando e as marcações acumularam-se, com cada vez mais mulheres a procurarem os seus serviços.

Para ele, o que mais distingue os cabelos encaracolados dos lisos é o facto de serem mais delicado quando expostos às ferramentas de calor, sejam elas o secador ou pranchas. “Requerem muito mais trabalho. Assim, sofrem mais. Além disso, tendem a ser mais secos porque demoram muito a crescer (por ser na forma espiral) e, essencialmente, estão mais tempo na cabeça, o que resulta em maior envelhecimento e debilidade.”

O comprimento e o volume são o que as clientes mais querem quando o procuram. “Muitas raparigas com o cabelo encaracolado têm dificuldade em deixá-lo crescer e chamam-me para que as ajude a torná-lo saudável”, revela.

Segundo o cabeleireiro, há determinados ingredientes que se têm de evitar. “Se parece gorduroso, viscoso, oleoso ou pegajoso não pertence no seu cabelo”, conta. Também deve ter cuidado para evitar cosméticos que prometam um brilho instantâneo, porque o mais provável é que provoquem secura, e é importante aplicar tudo com as mãos, para sentir os produtos ao pô-los em contacto com os fios.

Uma das especialidades que o tornou famoso foi o corte a seco, feito caracol a caracol. “O benefício é que me permite concentrar em cada um dos cachos. Nem todos precisam do mesmo corte. Além disso, cada caracol é composto por uma quantidade certa de mechas e é melhor cortá-las juntas para que se mantenham uniformes e iguais. Quando trabalhamos com grandes secções, as pontas não acabam com um bom corte.”

Este técnica leva mais tempo, mas Amiel garante que assim fica tudo bem feito e por um maior período de tempo. “As minhas clientes habituais voltam ao salão depois de três a 12 meses, apesar de eu recomendar três a quatro meses. O meu método tornou-se muito popular por ser eficaz, mas requere muito tempo e a maioria dos cabeleireiros não está disposta a investi-lo. Não se conforme com cortes rápidos”.

Segundo o próprio, é a forma minuciosa de trabalhar que atrai as celebridades. “Tive a sorte de viver em Los Angeles, por isso há famosos por toda a parte. Acho que presto muita atenção aos detalhes, por isso as ‘celebrities’ têm a vida facilitada comigo: sabem que vão receber o melhor corte que estiver nas minhas mãos. Estou sempre a aprender e a tentar melhorar.” 

Por outro lado, as redes sociais ajudaram-no a chegar a uma audiência mais ampla. Em 2013, começou a ser mais ativo no Instagram para partilhar o seu trabalho com os seguidores, que eram à época pouco mais de 200. Em menos de um ano, já tinha angariado mais de 25 mil, um número que não parou de aumentar até hoje, que conta com 138 mil fãs nesta rede social.

“Faço o mesmo desde o final dos anos 90. O meu método não variou muito, mas a forma como me aproximo de cada cabelo e o percebo cresceu exponencialmente. Geralmente, tenho seis meses de lista de espera. Muitos clientes planeiam com muita antecedência porque vêm de outros estados ou países e temos uma lista de cancelamentos, por isso às vezes há uma hora livre bastante antes desse tempo”, conclui o especialista.

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