Beleza

O penteado rápido que reduz o tamanho da testa — sem precisar de franja

Popular nos anos 90, o estilo regressou em força às ruas. Tudo o que necessita é de um bom fixador e alguma criatividade.
Está de volta ao street style.

Quando Beyoncé afirmou que gosta do seu “herdeiro com baby hairs e afros” no tema “Formation”, milhões de pessoas aplaudiram. A verdade é que já nos anos 2000, bem antes de lançar o tema, a própria cantora surgia nos vídeos das Destiny’s Child — como em “Say My Name” — com estes pequenos de cabelo finos e delicados ao redor da testa, estilizados com uma precisão quase cirúrgica.

Foi entre a década de 90 e o início do milénio, quando os adolescentes ainda esperavam à frente da televisão por novos videoclipes, que o estilo se popularizou. De “No Scrubs” das TLC a “Doo Wop (That Thing)”, de Lauryn Hill, eram muitos as artistas que exibiam penteados ousados que incluíam ondas ou padrões.

Durante muito tempo, o penteado tornou-se uma forma de criatividade sobretudo para as comunidades negras e latinas, influenciadas pela cultura hip-hop e R&B. Esta era uma realidade já popular desde 1920, graças a exemplos como Josephine Baker, conhecida pelos traços encaracolados que a sua adornavam sua testa.

Os baby hairs (ou “cabelos bebé”, em tradução literal) são uma característica natural do corpo humano — e transcendem culturas. O nome é simples de explicar: têm uma textura mais suave e são semelhantes aos fios finos que os bebés têm quando nascem. E, se para muitos, estes cabelinhos indomáveis se tornam irritantes, outros veem neles várias vantagens.

“Uma das mais valias é que consegue aproveitar aqueles fios chatos, que ficam sempre do mesmo tamanho e que incomodam as clientes”, começa por explicar à NiT o hairstylist Karlos Wendell, que abriu recentemente um salão em Corroios. “A maioria das mulheres tem [estes fios] e usá-los favorece sobretudo quem tem entradas muito pronunciadas ou quer disfarçar a testa”

Kaia Gerber num desfile da Fendi.

Se a franja é uma das primeiras opções para equilibrar a proporção do rosto, nem todas as mulheres se sentem confiantes para uma mudança tão drástica. Por isso é que trabalhar com estes cabelos curtos na zona frontal cria uma textura delicada e ajuda a suavizar a linha da testa, dando um toque mais jovem ao look.

Outra das vantagens “é que dá para fazer uma moldura do rosto, quase como se fosse um quadro e ajuda a afinar a face”, acrescenta. E, se ainda não são vistos em Portugal com a mesma regularidade que são vistos lá fora, estão a dominar o street style e as passarelas internacionais — basta olhar para alguns dos desfiles mais recentes da Dior.

Como adotar os baby hairs

Caso queira adotar o penteado, pode iniciar por fazer um rabo de cavalo, coque ou tranças. De seguida, puxa delicadamente os fios com um pincel de pentear a sobrancelha ou uma escova de dentes, por exemplo. Caso os fios no topo da cabeça estiverem com algum frizz, deve aplicar um creme ou gel para os fazer assentar.

Com a ajuda de uma escova, vai-se puxando para a frente e moldando os cabelinhos no formato desejado. Algumas optam por ondas mais dramáticas, outras por traços subtis. O segredo para mantê-los no lugar é usar produtos de alta fixação, sendo que a quantidade de cabelo moldada depende do gosto de cada pessoa.

“Um dos erros mais comuns é o uso da laca para segurar o desenho, mas tem que ser o gel para se conseguir fazer aqueles formatos que estão a ser bastante utilizados ultimamente”, sublinha o especialista, que tem notado esta demanda por parte das cliente sobretudo para eventos.

Rosalía usa-os de forma mais discreta.

Após fazer o penteado, pode aplicar um fixador em spray nos baby hairs para mantê-los intactos. Enquanto secam, é possível colocar um lenço no resto do cabelo para prender os fios até completar o processo. Na finalização, pode manter-se o coque ou o rabo de cavalo ou, então, optar-se por manter o cabelo solto e ao natural.

Um dos problemas? O penteado não dura muito tempo. “Se for para um evento e dançar, vai desfazer-se. Se tocar nele com frequência também se vai desfazer”, acrescenta. Em média, duram entre seis e oito horas e não dá para dormir e acordar com eles de forma intacta. É um processo que precisa de ser repetido.

E é “importante ter cuidado com o look que se vai usar, porque nem toda a gente fica bem”, conclui. Porém, é bastante versátil e tanto dá um toque delicado às cabeleiras compridas e soltas, como cria uma aparência mais requintada em penteados curtos, como o pixie. O segredo é apostar na experimentação, começando com técnicas mais simples.

Carregue na galeria para descobrir 11 penteados que fazem qualquer mulher parecer mais nova.

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