Beleza

O segredo japonês para unhas brilhantes e saudáveis que se tornou num fenómeno

O método tem mais de 400 anos, mas tem chamado à atenção por ser rápido e eficaz. O efeito glossy dura cerca de duas semanas.
É usado há mais de 400 anos.

Reza a lenda que este método já era usado no Japão há mais de quatro séculos. Conhecido como oyafukou, o ritual era usado pelas aristocratas que queriam manter as unhas com um aspeto cuidado e saudável. Para o fazer, usavam produtos naturais da região que esfregavam delicadamente para suavizar irregularidades e dar-lhes um brilho natural. É uma técnica que até pode ser antiga, mas que tem regressado graças à febre da beleza oriental no ocidente.

Basta fazer um scroll de poucos segundos pelas redes sociais para descobrir os termos J-Beauty ou a K-Beauty — a tendência de beleza baseada em rotinas com cosméticos japoneses ou sul-coreanos. As propostas, que passam pelo rosto, cabelo ou unhas, são de tal formas elogiadas e cobiçadas que se tornaram fenómenos de vendas. O segredo continua a estar no respeito pelos ingredientes milenares.

E quando é que surge este fenómeno? Foi muito graças à importação de música, dramas televisivos e moda asiáticos que o interesse cresceu. Graças à pesquisa, os hábitos destas mulheres com “pele de porcelana” passaram a ser vistos como eficazes e confiáveis, normalmente associadas a técnicas tradicionais, além de enfatizarem uma simplicidade que é cada vez mais apreciada.

Nos últimos meses, o principal segredo da manicura japonesa voltou a ser descoberto e tem despertado a atenção de muitas mulheres. A técnica não envolve a adição de qualquer comprimento adicional, nail art ou cor, tornando-o ideal para quem lida com unhas quebradiças ou sem vida. O acabamento é sempre brilhante e perolado sem que seja necessária uma única gota de verniz para as unhas.

“A manicura japonesa é uma boa escolha para quem quer fazer uma pausa das extensões e da aplicação em gel”, explicou a manicurista Ami Lee à revista “Refinery”. “Vamos continuar a assistir a uma procura de tratamentos focados na saúde cutânea, em que o foco se vira para os ingredientes naturais.”

@alextt_99

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Quais são as vantagens?

A manicura japonesa utiliza uma pasta (tradicionalmente cera de abelha) e pó que, quando aliados, ajudam a reparar as unhas fracas. Parece estranho? O processo pode ser criado em casa com uma série de kits que têm surgido no mercado como o P Shine Japanese Manicure, disponível no site da Amazon por cerca de 48€. No entanto, o tratamento é sempre mais eficaz num salão especializado.

“Se retirar o gel ou o verniz normal, estes kits ajudam a manter uma aparência limpa e arranjada nas suas mãos”, acrescenta a nail artist Kseniia Pryzemyrska, citada pela “Vogue”. “É uma opção especialmente boa se quiser o aspeto brilhante e claro do gel, mas sente que é preciso dar uma pausa nos raios UV das lâmpadas utilizadas pelos profissionais.”

“A combinação da cera e do pó preenche qualquer saliência na placa ungueal e, depois, a mistura sai naturalmente”, acrescenta. Estamos a falar de ferramentas sem solventes agressivos, mas capazes de transformar as manicuras mais secas e danificadas em novas telas peroladas para que possam recuperar das consequências causadas por uma mudança de cor regular.

No caso da cera de abelha, em particular, é um excelente emoliente. Isto significa que retém a humidade, enquanto a adição da queratina — outra das substâncias presentes — ajudam a reconstruir a estrutura da unhas que foram perdendo a aparência lustrosa. O brilho surge sobretudo após a aplicação do pó.

É importante ter cuidado com as expectativas: o método não promete um aumento do comprimento das unhas ou um resultado ousado. “Essencialmente, trata-se de massajar nutrientes profundamente na placa ungueal para tornar as unhas super saudáveis, de modo a que brilhem por si só.”

A manicura japonesa dura, em média, cerca de duas semanas até que seja necessário repetir o processo ou possa voltar a apostar nos géis, vernizes ou acrílicos. No final deste período, vão manter o mesmo aspeto que tinham antes da técnica. A diferença é que vão estar muito mais resistentes e, mesmo que não seja algo visível a olho nu, menos fracas ou negligenciadas.

 
 
 
 
 
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O passo a passo da manicura japonesa

Uma das vantagens deste estilo é o facto de ser rápida. Normalmente, quer opte por fazer em casa ou num salão, demora cerca de 30 minutos. Se optar por pedir a um especialista, os preços variam de acordo com o local escolhido mas, em média, custam entre os 15 e os 20 euros. Semelhante ao gel, o efeito naturalmente brilhante é duradouro.

O primeiro passo numa manicura tradicional é limpar e dar forma às unhas com uma lima e empurrar as cutículas para trás. De seguida, deve usar uma escova pequena e rígida para alisar a placa, aplicando então a pasta. Normalmente, o produto é feito com uma mistura de vitaminas A e E, pólen de abelha, queratina e sílica, um mineral do mar do Japão.

No final, este creme com uma cor esverdeada é suavemente polida. Só então é que se aplica o pó mineral, muitas vezes conhecido como P.Shine, feito a partir de uma rocha sedimentar macia que ocorre naturalmente, esmagada até se tornar um pó fino. “É utilizado para selar os nutrientes da pasta e para dar às unhas aquela tonalidade roa”, reforça Gabriella.

O passo final é uma massagem nas mãos com cremes espessos ou óleos próprios para as cutículas, como jojoba, bambu ou chá vermelho. Quem aplica a técnica religiosamente, aponta que é difícil acreditar que o resultado não é causado por um top coat de alto brilho, tal é o efeito reluzente. Afinal, um hiato no gel não é sinónimo de unhas desleixadas. Que o digam as japonesas.

Carregue na galeria para ver imagens de unhas minimalistas para se inspirar para os próximos meses.

 

 

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