Decoração

Este Natal, compre presentes solidários para ajudar quem mais precisa

Durante a pandemia, a ONG Leigos para o Desenvolvimento viu-se forçada a suspender as missões em Angola e São Tomé e Príncipe. Agora, precisa de si.
Estas peças são feitas com capulanas.

Em 2021, a Leigos para o Desenvolvimento voltaram a lançar uma linha de presentes solidários cujo objetivo principal é angariar fundos para garantir a sustentabilidade dos seus projetos. A ONG juntou-se a artistas e artesãos que desenvolveram presépios e um livro infantil para oferecer este Natal e apoiar uma boa causa.

Durante a pandemia, a Leigos para o Desenvolvimento viu-se forçada a suspender as missões em África. No ano passado, a organização viveu um período marcado por incertezas e pela interrupção das atividades. 

“Em Portugal, a missão também sofreu grandes perturbações, mas adaptou a sua intervenção ao longo das etapas e a necessidades emergentes nos períodos mais delicados da pandemia”, explica à NiT Rita Fonseca de Sousa, responsável pela comunicação da ONG. “Nesse sentido, os objetivos e metas previstos para o ano 2020 ficaram bastante aquém do previsto, tanto a nível da execução física como financeira.”

Foi ainda no ano passado que conseguiram enviar novamente voluntários para São Tomé e Príncipe, mas a missão em Angola só será retomada em dezembro de 2021. 

Apesar do cenário adverso, a porta-voz da Leigos para o Desenvolvimento conta que a última iniciativa solidária de Natal teve bons resultados. A loja online, lançada em 2019, permitiu aos portugueses comprarem no ano seguinte os presentes solidários sem terem de sair de casa.

Leigos para o Desenvolvimento
Os presépios de barro e de capulanas.

“Sentimos, felizmente, uma grande generosidade e recetividade ao nosso trabalho, nomeadamente a esta iniciativa dos presentes solidários. Mas, sem dúvida, os momentos difíceis fazem com que as pessoas se tornem mais sensíveis a causas que têm como missão ajudar quem passa por maiores dificuldades.”

Agora, os presépios solidários estão de volta, um clássico que, segundo a responsável, já conta com cerca de 10 anos, ao longo dos quais tem recebido cada vez apoio. 

“Procuramos todos os anos inovar e apresentar presépios originais e que tenham ligação aos territórios em que intervimos, apoiando sempre artesãos portugueses ou africanos”, revela. Este ano, não é exceção. 

Mariana Belchior Pimenta é a autora de um dos novos presépios. Esta artesã portuguesa é a fundadora da marca Capulana With Love, que usa este tecido africano nas suas diferentes criações. A prioridade na criação desta peça foi a redução da pegada ambiental, recorrendo a matérias-primas e desperdícios da indústria.

A base de madeira, por exemplo, é feita de pedaços de paletes partidas, já sem utilidade. As figuras são feitas de arames e a roupa é confecionada a partir de capulanas do projeto da artesã. “A ideia deste presépio levou cerca de nove meses até se concretizar”, explica Mariana.

“Foi preciso sair da cidade e viver os vários confinamentos no campo para perceber os ‘desperdícios’ em que facilmente caímos no dia a dia”, continua. “E a vida no campo permitiu-me resgatar a necessidade de criar algo que respeitasse mais o ritmo da natureza.” O presépio que criou está disponível em sete tecidos diferentes.

Já a alternativa de barro foi criada por Júlia e Vitor Lopes, dois artesãos portugueses que desenvolvem trabalhos com esta matéria-prima há mais de 30 anos. 

Para os miúdos, há ainda o livro infantil “História do Sssansssão e da Casssilda”. Esta parábola escrita por Carlos Azevedo Mendes relembra, na voz de duas cobras, que o poder do amor é mais forte do que a riqueza, o capricho ou o medo. As ilustrações que preenchem as páginas foram feitas por Carmo Pupo Correia, ex-voluntária dos Leigos para o Desenvolvimento.

Todos os presentes de Natal da Leigos para o Desenvolvimento estão à venda na loja online da ONG por 10€. Por lá, vai ainda encontrar outros produtos de merchandising — como cadernos, sacos de pano, ímanes e postais —, que apoiam projetos em Angola, Portugal e São Tomé e Príncipe.

leigos para o desenvolvimento
As ilustrações são de uma ex-voluntária da ONG.

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