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Light-up: deixe entrar a luz (e seja mais feliz)

A filosofia dinamarquesa "hygge" ressalta a importância da iluminação e de como esta pode influenciar positivamente a sua vida. 

There’s no place like home”. Podíamos colocar com os devidos parêntesis a tradução da frase, porém sabemos que sabe — e passe a redundância — do que falamos. Não existe, de facto, lugar como a nossa casa: ela é porto seguro e refúgio, acolhe-nos e protege-nos. Porque casa — “house” — é uma coisa, e “home” é outra. E a última existe precisamente para nos fazer sentir bem.

Nas últimas décadas a forma de vida nórdica invadiu os espaços físicos através do recurso às coisas mais simples: linhas fáceis, tons neutros, design depurado e funcional, aterraram nos lares do mundo inteiro, enchendo-os de conceitos como “cosiness” e “warmeness”.

No ano passado a coisa foi mais fundo e a Dinamarca, conhecida como sendo uma das nações mais felizes do mundo, apresentou o “hygge” (pronuncia-se “hooga”). A palavra que tem origem num termo da língua norueguesa que significa “bem-estar”, aplica-se então aos mais variados ramos da vida: da alimentação ao que vestimos, da forma como ocupamos os tempos livres às horas que dedicamos à família. No entanto, o que mais sobressaiu da doutrina nórdica foi a decoração das casas. Ou melhor, a forma como as pensamos.

A iluminação é um dos principais pilares em que assenta a filosofia “hygge”, sendo que, cerca de 85% dos dinamarqueses quando questionados acerca do que mais associam ao “hygge”, responde “velas”. E, segundo “O livro do Hygge — o segredo dinamarquês para ser feliz”, não é apenas na sala de estar. As velas devem estar em toda a parte: salas de aulas ou de reunião inclusive.

A obsessão dinamarquesa pela iluminação — resultado da escuridão soturna dos invernos e da falta de contacto com a luz no mundo natural —, originou três candeeiros — pasme-se — criados exatamente com o propósito de nos fazer felizes. Literalmente: Iluminar-nos a vida.

O Candeeiro PH nasceu em 1925 pelas mãos de Poul Hennigsen, que, após uma década de experiências no sótão de sua casa, conseguiu alcançar uma luz mais suave e difusa. Hoje já se produziram mais de mil diferentes designs do PH.

Custa cerca de 200€, mas os modelos mais raros podem alcançar os 20000€.

Light-up: deixe entrar a luz (e seja mais feliz)
Candeeiro PH

O segundo candeeiro dinamarquês chama-se Le Klint e provavelmente vai reconhece-lo assim que lhe puser a vista em cima, já que a IKEA tem um modelo inspirado na peça (O modelo Ikea custa 19,99€). Os abajures com pregas começaram a ser fabricado em 1943 pela família Klint, reunindo as competências de design e inovação. 

Light-up: deixe entrar a luz (e seja mais feliz)
Le Klint

Panton VP Globe, o terceiro modelo de origem dinamarquesa, é um candeeiro de teto que produz uma luz calma e difusa a partir da orla central. Foi concebido em 1969 por Verner Panton, o “enfant terrible” do design dinamarquês que adorava trabalhar com materiais modernos. Os valores variam, podendo alcançar os quatro algarismos.

Light-up: deixe entrar a luz (e seja mais feliz)
Panton VP Globe

Apesar de vivermos num dos mais bem iluminados países do mundo — sobretudo se morar em Lisboa —, o que o “Hygge” (também) nos ensina é que uma casa bem iluminada pode acrescentar níveis de alegria à vida. Tornar ainda mais prazerosos os momentos passados no conforto do lar. Porque afinal, não há lugar como este.

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