Nos últimos anos, “o conceito de montar uma casa tem perdido o protagonismo”, segundo a opinião de Luísa Castro. Para a designer de interiores, que conta com mais de duas décadas de experiência, estão em falta três fatores muito importantes: orientação, visão integrada e estratégia.
É neste contexto que surge o POP (People Objets and Places), um novo projeto de interiores pensado para jovens casais no início da vida em conjunto, sobretudo recém-casados. Num momento em que as listas de casamento se concentram em viagens e experiências, procura reinventá-las.
O principal objetivo desta extensão do atelier homónimo da designer é a democratização e o acesso simplificado a projetos estruturados. Luísa e a sócia, Inês Morais, oferecem acompanhamento profissional a todos os clientes que querem criar uma casa com intenção, mas sem investimento excessivo.
“Com o passar do tempo, notei que havia uma falha no mercado no grupo mais jovem”, conta à NiT a profissional, de 47 anos, a trabalhar sozinha há cinco. Conta ainda com um curso na Fundação Ricardo Espirito Santo / Escola Superior de Artes decorativas. e trabalhou durante anos na Fusion, a sua principal escola.
O serviço estrutura-se num modelo faseado, que permite a definição de conceito e identidade, numa primeira fase. Segue-se a seleção de peças diferenciadoras e personalizadas e, por fim, um planeamento por etapas, ajustado ao orçamento disponível.
“As listas de casamento caíram em desuso, porque as pessoas fazem as casas todas iguais. Vão às mesmas lojas”, continua. “Faz sentido oferecer um projeto de decoração em que as pessoas que acabam de casar podem pôr o projeto todo como presente.”
Ver esta publicação no Instagram
A verdade é que o POP tem sido um sucesso uma vez que, segundo Luísa, é neste início de vida que as pessoas sentem uma maior dificuldade em transformar as suas casas em lares. “Tem que ser um projeto mais low cost, não uma coisa tão cara.”
O resultado final é um reflexo não só do gosto de Luísa, mas também de Inês, responsável pela primeira interação com os casais. “Trabalhou muito tempo numa agência de publicidade, é mais jovem e uma pessoa bastante dinâmica no sentido do marketing”, explica-nos.
Acima de tudo, os projetos do POP contam sempre com “alguma criatividade”. Mais coloridos e atrevidos, refletem a liberdade criativa da geração mais jovem em função “das camadas mais velhas, que são um pouco mais conservadoras”, lamenta Luísa. “À partida, têm cores e layots já pré-definidos.”
Embora recente, a designer acredita que o POP pode fazer com que as listas de casamento “não sejam tão chatas e cansativas”, mas algo mais dinâmico. Quer permitir “que se possa estar no site dos noivos, ver a casa deles e dizer ‘que ideia tão gira’”. No fundo, uma versão mais moderna da tradição.
Carregue na galeria para ver o exemplo de um projeto de interiores de Luísa Castro, fotografado pelo Limn Studio.

LET'S ROCK







