Lojas e marcas

9 lojas na Avenida da Liberdade onde é possível fazer compras sem gastar um salário

Numa das ruas mais caras da Europa, o luxo está ao virar de cada esquina. É preciso ter um olhar atento às oportunidades.

É uma das principais artérias da cidade, conhecida pela sua larga extensão e pelos passeios decorados com jardins. Construída no século XIX, ao estilo dos Campos Elísios, em Paris, a Avenida da Liberdade foi inicialmente projetada para ser um espaço de luxo onde a aristocracia e a alta sociedade lisboeta podiam passear e socializar. Com o passar dos anos, a rua passou por diversas transformações e tornou-se um importante centro comercial e cultural da cidade.

Hoje, é conhecida pelos hotéis de cinco estrelas, restaurantes exclusivos e, sobretudo, pelas lojas de luxo. Muitas estão instaladas em edifícios históricos, onde peças de roupa, sapatos e as joias são expostas nas montras de edifícios dignos de museu como obras de arte. 

É uma das artérias comerciais mais luxuosas da Europa e, por isso, a maioria das propostas ultrapassa os quatro dígitos. De um lado pisca-se o olho à Versace, do outro admiram-se as novas coleções da Louis Vuitton. Falamos de grandes amigas dos turistas mais ricos, mas inimigos da carteira dos portugueses.

Ainda assim, não é necessário dispensar um salário para fazer compras na Avenida da Liberdade. A missão é complicada, é certo, mas o roteiro leva-nos a parar em espaços mais acessíveis, nos quais encontra artigos para renovar o guarda-roupa ou para oferecer a alguém.

A Maïttè é apenas um desses exemplos. Desde a sua fundação em 2001, mudou-se diversas vezes: de Campo de Ourique para o Saldanha e depois para o Chiado. Após ficar sem espaço físico em 2017, a marca criada por Maria de Sousa voltou a receber os clientes numa loja inaugurada na avenida em março de 2023.

Há mais de 20 anos, as peças com influência oriental, importadas da Índia, “diferenciavam-se de tudo o resto que existia no mercado da moda em Lisboa”. O próprio nome foi inspirado num chá indiano e o catálogo, com preços entre os 20€ e os 100€, é romântico e boémio.

O espaço recebe mais de 10 referências diárias, e a fundadora expõe uma média de 60 peças por semana. Todas seguem uma linha eclética que mistura inúmeras cores, texturas e silhuetas. “Em termos de estilo, adaptámo-nos anualmente às tendências, mas queremos manter a nossa essência”, contou Maria de Sousa à NiT.

Inaugurada em setembro de 2016, a boutique da Pinko tornou-se uma alternativa popular a marcas como a Dior, por exemplo. A primeira loja da marca italiana na capital trouxe consigo as peças conhecidas pela sua qualidade, sempre associadas a um design sexy e arrojado.

O conceito inicial da marca, fundada no final dos anos 70 por Pietro Negra e Cristina Rubini, estava mais alinhado com o segmento fast fashion. Os lançamentos eram frequentes, seguindo sempre as últimas tendências da época. Devido à produção constante, a marca optou por mudar de estratégia, voltando-se para o segmento de luxo.

O roteiro não se faz apenas de moda. Em 2022, os sócios neerlandeses Dennis de Vries e Patrick van den Berg (que também fundaram a Skinlife, há 12 anos) instalaram-se com a Next Memory num edifício que pertencia a um antigo e conhecido laboratório português, a farmácia a J.J. Fernandes.

Nas prateleiras, juntaram vários frascos e documentos que restam do antigo espaço numa “caixa de memórias em tamanho real”. Ao lado destes vestígios, encontramos oferta da marca que vai dos perfumes aos ambientadores e difusores para a casa, passando pelos cremes, sais de banho e até chás e infusões. Os valores variam entre os 3,95€ e os 115€.

Carregue na galeria para descobrir as lojas na Avenida da Liberdade onde pode fazer compras sem gastar um salário.

 

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