Lojas e marcas

A Firma: Lisboa tem uma nova barbearia ao estilo “Peaky Blinders”

O projeto de Rafa Machaqueiro abriu no início de agosto, com uma decoração inspirada num pub inglês.

Durante anos, o cabelo comprido foi imagem de marca do empresário Rafa Machaqueiro. Até que, no final do ano passado, tomou a decisão inesperada de cortá-lo, logo na primeira barbearia que encontrou. Assim mesmo, sem critério ou plano definido. Esta mudança de visual acabou por lhe mostrar um universo que até então passava ao lado: a relação de confiança que se cria entre um homem e o seu barbeiro.

“Quase toda a gente acabava por me falar do seu próprio barbeiro e recomendar alguém”, conta Rafa.

Foi a partir dessas conversas, mas também da curiosidade pelo ambiente, pelas pessoas e pela dinâmica, que começou a olhar para o setor de forma diferente. Pouco tempo depois, surgiu a oportunidade de entrar como sócio num projeto ligado à barbearia. Aos 25 anos, aceitou o desafio e nasceu a A Firma Barber Club.

O projeto foi apresentado oficialmente nas redes sociais a 6 de agosto, embora o espaço já estivesse em soft opening. Para Rafa, o primeiro dia trouxe “algum nervosismo”, mas sobretudo “entusiasmo e uma grande vontade de fazer o projeto crescer e correr bem”.

A entrada no mundo das barbearias nasceu, por isso, a partir de um lugar diferente do habitual. Licenciado com formação em Design Gráfico, Rafa não chega ao projeto com experiência profissional em cortes de cabelo ou cuidados masculinos. A sua área está antes ligada ao negócio, à imagem e ao desenvolvimento de projetos, aquilo que diz ser a parte que mais o entusiasma.

“Gosto muito de negócios e, sobretudo, de criar e desenvolver projetos. Acho que é esse processo de pegar numa ideia, construí-la e vê-la ganhar forma que mais me motiva”, explica à NiT.

Um espaço ao estilo “Peaky Blinders”

Na A Firma Barber Club, a intenção não é que os clientes se sentem na cadeira, cortem o cabelo e vão embora. Desde o primeiro contacto, a ideia é transformar a ida ao barbeiro numa experiência mais completa, com uma identidade própria.

O espaço parte de uma estética clássica, com referências que Rafa associa ao universo de “Peaky Blinders” e aos antigos pubs. Uma identidade que, segundo o fundador, já estava bastante presente quando conheceu o local e que foi precisamente uma das razões que o levou a acreditar no projeto.

“Grande parte da decoração já existia e, na verdade, foi isso que me chamou a atenção quando conheci o projeto”, revela. Em vez de começar do zero, a equipa decidiu preservar a personalidade que encontrou e trabalhar a partir dela, remodelando e acrescentando novos detalhes.

“O mais especial é mesmo o conjunto e atmosfera que se sente quando entramos.” O objetivo é que o cliente não escolha a A Firma apenas pelo serviço, mas também porque gosta de permanecer naquele espaço e se identifica com a sua identidade.

“Mais do que ir à barbearia apenas para cortar o cabelo, queremos trabalhar toda a experiência à volta disso: o ambiente, o visual, a forma como o cliente é recebido e, no fundo, a memória que leva daquele momento.”

O espaço do sonho inesperado de Rafa Machaqueiro

Rafa, Miguel e uma equipa escolhida para fazer acontecer

Por detrás do projeto estão dois sócios. Rafa Machaqueiro e Miguel Silva, de 24 anos, e que também tem formação em Design Gráfico e experiência na área da mediação e investimento imobiliário. 

Mas são os profissionais da barbearia que asseguram a parte mais importante da experiência: os cortes, a barba e a relação diária com quem passa pelo espaço. Entre a equipa está, por exemplo, Wendel Cardoso, barbeiro responsável e uma das referências técnicas do projeto.

Para Rafa, a escolha da equipa é essencial para transformar a ideia num espaço real. “São eles que estão diariamente a dar a cara pela barbearia e a transformar as nossas ideias numa experiência real”, esclarece à NiT.

Do corte clássico ao fade com barba

A oferta foi pensada para responder aos principais cuidados de imagem masculina, começando pelos cortes e tratamentos de barba e prolongando-se por alguns serviços complementares.

O corte masculino tradicional custa 17€, enquanto o degradê ou fade fica por 20€. Para quem prefere combinar cabelo e barba, existem combos: corte clássico e barba, por 25€, e fade com barba, por 30€.

A experiência pode ainda ser prolongada com máscara negra: o conjunto de corte, barba e máscara negra custa 30€, enquanto a versão com fade, barba e máscara negra fica por 35€. Quem pretende apenas tratar da barba encontra o serviço por 15€. A máscara negra pode ser feita em separado por 7,50€. As sobrancelhas à navalha têm o valor de 6€.

Há ainda serviços de descoloração, madeixas e alisamentos, sujeitos a avaliação. Mas a oferta não está fechada. Uma das ideias passa por aproveitar outros espaços do estúdio com funções diferentes, mas complementares, como já acontece haver disponível bebidas.

“Não queremos fazer tudo de um dia para o outro”, admite Rafa. 

Uma barbearia para ficar mais tempo

A equipa procura que o cliente se sinta confortável, seja bem recebido e tenha vontade de regressar, até mesmo quando o corte deixa de ser a única razão para voltar a entrar.

A resposta inicial parece acompanhar esta expetativa. Desde a abertura, o feedback tem sido positivo, com destaque para o ambiente, o atendimento e o profissionalismo da equipa. Para o fundador, estes comentários são importantes, numa fase em o conceito ainda é recente.

Há mais novidades a caminho. A equipa está a finalizar uma aplicação própria que permitirá fazer marcações de forma mais simples, mas pretende também funcionar como uma extensão da relação entre a barbearia e os clientes. 

Por enquanto, A Firma Barber Club está numa fase de construção. “Quando sentirmos que este conceito está a funcionar a 100%, claro que gostava de o ver crescer e, quem sabe, levar esta identidade e esta experiência a outros espaços”, adianta Rafa.

Carregue na galeria para descobrir mais imagens e detalhes do espaço.

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