Lojas e marcas

A marca portuguesa de ring slings sustentáveis que aproximam os bebés dos cuidadores

Todos os modelos da WiseJoey são bonitos, confecionados à mão por uma equipa de costureiras em Lisboa. São leves e frescos.
A produção é sustentável.

Tudo começou quando o seu sobrinho, João Maria, estava prestes a nascer. Ana Cerejeiro e Manel Sarmento queriam oferecer-lhe um presente que fosse prático, sustentável, diferente e, acima de tudo, tivesse muito significado. Foi nessa altura que se lembraram do costume africano de envolver os bebés à volta do corpo com uma kanga.

“Achámos que seria o presente ideal”, explica Ana à NiT. O problema surgiu quando o casal percebeu que a oferta disponível em Portugal não satisfazia as suas expetativas enquanto consumidores: “Os slings que o mercado oferecia não eram sustentáveis, ou não provavam sê-lo, nem eram especialmente bonitos”, continua.

Foi assim que o casal teve a ideia de lançar a sua própria marca, com a qual pudessem vender um kit mãos livres que promovesse a proximidade entre o bebé e o cuidador. No final do segundo confinamento, a WiseJoey chegou ao mercado nacional com uma variedade de ring slings bonitos e coloridos, feitos de linho, um material leve e fresco que não aquece os bebés.

“Também quisemos apostar na beleza do objeto”, acrescenta Ana. O processo de criação da WiseJoey passou por desenvolver um baby carrier de tamanho único que assenta perfeitamente e serve em todos os corpos — pode ser usado por qualquer pessoa, bastando para isso fazer o ajuste certo na argola.

É tão leve que, garantem, “ninguém dá por ele”. Cada sling pesa cerca de 400 gramas e a lavagem é fácil: basta colocá-lo dentro da máquina de lavar, como qualquer outra peça de roupa. “Não requer limpeza com panos nem cuidados extra”, contam. Ao mesmo tempo, as peças bonitas em tons neutros, minimalistas, complementam qualquer conjunto sem chocar.

 
 
 
 
 
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As propostas da marca são tanto para bebés recém-nascidos como para crianças de 2 ou 3 anos — o limite de peso são 15 quilos. “Mas, quando o sling não servir mais ao bebé, o linho (que é muito resistente e duradouro) pode ser reutilizado pelos pais para fazer qualquer peça de roupa ou artigo para a casa”, propõe Ana, dando como exemplo guardanapos ou bases.

Já a sustentabilidade “foi tema indiscutível”. Desde a escolha do linho para o material dos slings, à escolha das tintas (de água), passando pelas caixas e o papel (ambos reciclados) e a confeção (feita à mão em Lisboa, por uma equipa de costureiras), todos os passos tornam a cadeia de produção da WiseJoey 100 por cento ecológica e sustentável. “E os restos do tecido? Não há desperdício”, acrescenta a cofundadora, enquanto adianta que estão algumas surpresas a caminho.

Ana, de 28 anos, estudou Relações Públicas e Comunicação Empresarial na ESCS e tirou uma pós-graduação em Gestão no ISEG. É ela quem desenha todos os modelos da marca. Já Manel, de 29 anos, estudou Engenharia e Gestão Industrial na Nova School of Science and Technology. 

Agora, dedicados à marca, dizem que os primeiros meses estão a correr “muito bem” — no primeiro lançamento, esgotaram rapidamente quatro dos 10 modelos disponíveis. “Já repusemos o stock e agora estamos a pensar em novos produtos para dar uso aos restos do linho e evitar o desperdício: as tais surpresas que estão para chegar”, adiantam.

Apesar de terem lançado a marca ainda durante a quarentena, dizem que a pandemia não dificultou o lançamento do negócio, até porque o facto de estar tanta gente em casa, a prestar mais atenção às redes sociais, facilitou a chegada ao seu público-alvo.

Os ring slings da WiseJoey custam entre 74€ e 79€. Estão todos à venda na loja online e em vários mercados lisboetas, como o Santos Collective, o novo mercado noturno Night Stories e o Mercado do Príncipe Real. Carregue na galeria para conhecer algumas propostas.

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