Lojas e marcas

A marca portuguesa This is Me imprime o seu sorriso nas máscaras de proteção

Basta tirar uma fotografia frontal, com luz natural e enviar através do site. Uns dias depois, recebe a máscara em casa.
Há para todas as idades.

O uso de máscaras de proteção é uma realidade na vida de todos os portugueses. O que significa que nos tivemos de adaptar à distância a este tecido que nos abafa a respiração e esconde as emoções.

“O Henrique, que é meu sócio, disse-me um dia ‘opa, tenho de tirar a máscara quando falo com amigos que encontro na rua, porque senão não me reconhecem’. Foi assim que a ideia surgiu”, conta à NiT Marco Cunha, co-fundador da This is Me.

Estávamos em meados de março, em plena quarentena. Os amigos, que moram em Alenquer, tiveram a ideia de reproduzir o rosto de quem utiliza a máscara neste equipamento de proteção. “O Henrique é fotógrafo e eu sou engenheiro de produto. Ele começou a ver todos os casamentos a serem adiados, e eu, que vendo artigos em e-commerce através da Amazon, vi uma queda brutal nas vendas, uma vez que não são bens de primeira necessidade”, explica Marco, de 46 anos.

Os dois amigos começaram por testar o conceito em T-shirts, mas só no início de maio encontraram uma empresa portuguesa de máscaras em tecido branco, certificado pelo CITEVE, que passou a ser a fornecedora oficial. “Nem sei como conseguimos montar tudo tão rápido. É bem mais difícil do que parece, porque pegamos numa fotografia 2D de uma cara tridimensional e queremos passar para a máscara plana, mas com uma perspetiva em 3D. É complexo [risos].”

O investimento foi quase nulo, Henrique Silva tinha a máquina que utiliza a tecnologia de sublimação — a imagem é transferida para um tecido através do calor — e os conhecimentos em fotografia; por outro lado, Marco Cunha tem os conhecimentos de vendas e marketing. E, assim, lançaram o site esta terça-feira, dia 23 de junho.

Cada máscara é certificada para cinco lavagens, porém, tem uma bolsa para a troca de filtros TNT, podendo prolongar a sua duração. E como funciona o processo? Cada cliente deve tirar uma fotografia, escolhendo o modo “fotografia com alta qualidade” do telemóvel, em formato 4:3, num sítio com luz natural, de forma frontal e a um metro de distância.

Depois, é só enviar para a empresa, através do site, e esperar entre cinco a sete dias úteis para a receber em casa. Há quatro tamanhos: para crianças dos três aos cinco anos (12,90€ a 19,90€), para miúdos dos seis aos 11 anos (19,90€), para homem e para mulher (19,90€). Os portes para Portugal são grátis.

“Curiosamente estamos a ter uma forte adesão da comunidade emigrante. Tivemos uma história que nos comoveu, de um português que trabalha num hospital em Inglaterra e nos contou que comprou a máscara para que os pacientes vejam o seu sorriso, e não o vejam todo de azul”, conta Marco. As encomendas para os países europeus com maiores comunidades de emigrantes irão ser disponibilizadas brevemente no site, com portes a rondar os 5€.

Marco Cunha, que tinha começado outro negócio em nome próprio, de venda de medalhas para coleiras de cães e gatos com desenhos de personalidades famosas, garante: “A pandemia está-me a tirar quase tudo, mas, para mim, estas máscaras são uma forma de garantir que a minha identidade não me pode tirar.”

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