Lojas e marcas

Acabou a brincadeira: lojas portuguesas da Imaginarium vão fechar

A marca vai repensar o modelo de negócio. Em Espanha resistem apenas duas lojas. Mas está prometido o regresso a Portugal.
É o fim de uma era

As portas vão fechar: a grande, para os adultos, e a mais pequena para os miúdos, que rapidamente se tornou na imagem de marca das lojas Imaginarium. Uma crise agravada pela pandemia ditou a decisão, que deverá ser executada até ao final de fevereiro.

De acordo com o “El País”, a cadeia de lojas de brinquedos para crianças irá encerrar e, a esta razia, irão sobreviver apenas duas, ambas em Espanha. O negócio, esse vai ser revolucionado.

A decisão de encerrar as lojas próprias — o modelo de expansão que levou a Imaginarium a uma dezena de países e cerca de uma centena de lojas foi, sobretudo, em franchise — estende-se às localizações portuguesas. “Em Portugal vamos fechar tudo, mas temos a esperança de voltar a ter uma loja própria e outra em franchise”, explica o diretor-geral da empresa, Federico Zurcher, em declarações ao “El Periódico de Aragón”.

Criada em 1992, a cadeia de espaços para crianças nasceu em Saragoça, alargou-se para Madrid e em 1995 chegou a Portugal, naquela que foi a primeira expansão fora de Espanha. Explodiu nos anos 2000 e nos últimos anos enfrentou dificuldades financeiras, com uma dívida que teimava em crescer.

Em 2017, o fundador da KidZania fez um investimento na Imaginarium, na tentativa de salvar e reestruturar a empresa. A solução não foi eficaz e a chegada da pandemia deu o golpe final a uma empresa em extrema dificuldade.

Federico Zurcher tomou conta da empresa em 2018 para tentar encontrar uma solução que nunca chegou. Chega agora num formato dramático. “O que estamos a fazer é migrar para um modelo de negócios que não dependa de lojas físicas, porque não somos bons gestores de bens imobiliários. Não estamos a fechar, estamos a transformar-nos. O mundo muda”, explica.

No final do processo, a Imaginarium ficará reduzida a 10 lojas em franchise, fora de Espanha, e apenas duas próprias, na cidade onde nasceu a marca, Saragoça, e em Málaga. “Vamos focar-nos noutros formatos que nos permitam estar mais próximos das mães e participar com os nossos produtos em creches e centros educativos”, frisa. “E teremos os nossos próprios comércios eletrónicos em Itália, Portugal, México e Espanha.”

Os despedimentos também são inevitáveis. Em Espanha, serão dispensados 111 dos 144 funcionários, avança o “El País”.

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