Lojas e marcas

Adeus ao luxo: Prada, Dior e Gucci fecham lojas em Moscovo

As marcas de luxo seguem o exemplo de outras empresas e juntam-se ao bloqueio da Rússia após a invasão da Ucrânia.

As estantes que há um par de semanas estavam recheadas de sapatos e carteiras luxuosas estão agora vazias. As portas fecham-se e algumas das montras são tapadas completamente. É este o cenário que os russos das classes mais altas vão encontrar na próxima ida às compras — uma consequência quase inevitável do bloqueio económico imposto à Rússia como forma de sanção pela invasão da Ucrânia.

Depois das medidas económicas lançadas pelos governos de países europeus e americanos, as grandes marcas seguiram-lhes os passos, como forma de pressão sobre o governo de Putin. E, claro, como forma de se colocarem do lado da maioria da opinião pública, evitando potenciais críticas que, por exemplo, enfrentam várias gigantes da alimentação, por ainda não terem encerrado as suas lojas em território russo.

Entre as lojas que estão agora vazias contam-se as de marcas como Prada, Dior, Louis Vuitton, Gucci, Fendi, Hermes ou Chanel. Nas habituais luxuosas montras dos centros comerciais junto à Praça Vermelha, em Moscovo, o cenário nesta terça-feira, 8 de março, era desolador.

De acordo com o “The Daily Mail”, muitos dos visitantes ficaram surpreendidos ao verem lojas fechadas e de montras vazias, sobretudo as das marcas ocidentais.

A Hermes e a Cartier foram das primeiras marcas de luxo a anunciar o encerramento temporário dos seus negócios na Rússia. Seguiu-se a LVMH, que detém marcas como Christian Dior, Givenchy ou Bulgari — e que mandou encerrar as mais de 100 lojas no país.

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