Lojas e marcas

AliExpress investigada por venda de produtos ilegais

Comissão Europeia abriu investigação esta quinta-feira, 14 de março. Em causa estão medicamentos e material pornográfico.

A União Europeia abriu uma investigação à plataforma de compras AliExpress, detida pelo grupo chinês Alibaba, numa decisão revelada esta quinta-feira, 14 de março. A empresa arrisca-se a pagar uma multa milionária devido à alegada venda de materiais pornográficos e produtos ilegais, como medicamentos falsificados, suplementos dietéticos e alimentos que não cumprem as regras europeias.

“Nesta fase, ainda não concluímos que o AliExpress não esteja em conformidade. Isto não é uma constatação de violação. É uma suspeita”, disse uma fonte da UE, citada pelo “Público”. “Estamos preocupados com os riscos sistémicos que se prendem com a disseminação de produtos ilegais.”

Esta é a terceira investigação do género, após duas que tiveram como alvos a rede social X (antigo Twitter) e o TikTok. As investigações surgem no âmbito da Lei dos Serviços Digitais (DSA), que defende que as empresas tomem mais medidas para combater produtos prejudiciais nas suas plataformas.

No caso do AliExpress, o processo foi iniciado após um pedido de informações enviado ao gigante do comércio eletrónico, Alibaba, ainda em novembro do ano passado. Os responsáveis pela dona da plataforma não comentaram a situação.

Em causa, estão também possíveis links ocultos que permitem a compra pouco transparente destes produtos. A UE procura ainda avaliar o serviço de compras a nível da “transparência da publicidade e dos sistemas de recomendação, à rastreabilidade dos comerciantes e ao acesso dos investigadores aos dados” requeridos.

A Comissão Europeia também enviou pedidos de informação ao Bing (Microsoft), Google Search (Google), Facebook e Instagram (Meta) e Snapchat (Snap Inc.), devido ao uso de inteligência artificial generativa nestas plataformas. As investigações sobre o X e o TikTok ainda estão a decorrer.

Outras das concorrentes do AliExpress, como a Temu e a Shein, têm levantado várias questões acerca da segurança, da transparência e da qualidade dos produtos. Leia o artigo da NiT com as principais comparações entre as duas gigantes da ultra fast fashion.

Carregue na galeria para conhecer algumas das pechinchas das duas rivais chinesas —das mais bizarras às banais. Os preços começam nos 47 cêntimos.

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